A Escola Sentrinho, uma referência em educação inclusiva, celebra 37 anos de atuação em Macaé nesta semana. A instituição, de utilidade pública municipal, organizou uma programação especial para marcar a data.
As atividades incluem peças teatrais, oficinas e eventos festivos, todos voltados à reflexão sobre acolhimento e à celebração de sua trajetória de transformação na cidade.
Nesta quinta-feira (20), às 14h, o projeto A Biblioteca Sonhadora apresenta a peça de bonecos “Malala, a menina que tinha um sonho”. A encenação aborda, de forma lúdica, a história da ativista paquistanesa e sua luta pelos direitos de meninas e mulheres.
Logo após, das 15h30 às 17h, haverá uma Oficina de Mediação da Leitura para a equipe do Sentrinho. A atividade visa combater o preconceito, estimular a autoestima feminina e promover a igualdade de gênero, além de equipar os educadores para dar continuidade à prática.
A programação segue na sexta-feira (21), com um encontro interno da equipe às 8h, intitulado “A essência da dimensão feminina na história da Escola Sentrinho”, seguido por um almoço coletivo às 11h.
No sábado (22), a partir das 14h, o público poderá aproveitar a tradicional Feijoada e Samba. Shows de Vicente de Paula (16h30), Chico Alves (17h) e Toninho Geraes (18h) animarão o evento, celebrando a cultura e a comunidade.
Fundado em 1989 pela professora Rita Manhães, o Sentrinho defende que a educação inclusiva é uma ferramenta poderosa para transformar vidas. Para Rita, a escola é mais que um espaço de ensino: é um ponto de encontro entre alegria, saber e afeto.
Ela destaca que “o carinho ensina que o direito de ser diferente constrói no pluralismo, e que é possível o mesmo destino por caminhos diversos”. A superação, o aprendizado recíproco e a compreensão mútua são elementos diários na instituição.
Localizada na Avenida Evaldo Costa, 475, Sol y Mar, a escola se dedica a oferecer um ambiente seguro, acolhedor e estimulante. Sua abordagem pedagógica inclusiva busca desenvolver habilidades cognitivas, sociais, emocionais e motoras de cada aluno.
Caroline Mizurine, coordenadora de Políticas para Pessoas com Deficiência de Macaé, ressalta a importância do Sentrinho para o município. Como mãe atípica, ela vê a instituição como uma referência absoluta de afeto e inclusão verdadeira.
Para Caroline, o Sentrinho não só transforma a vida das pessoas com deficiência, mas também educa toda a sociedade. “É um orgulho ver de perto essa entrega que humaniza a nossa cidade”, afirma Mizurine.
A comunidade de Macaé celebra mais um ano de um trabalho essencial que continua a semear esperança e acolhimento.