Após 110 dias de bloqueio, o Estreito de Ormuz viu os primeiros navios comerciais de grande porte cruzarem suas águas nesta quinta-feira (18), marcando um alívio crucial para o transporte marítimo global.
A liberação acontece após um acordo provisório entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra na região, abrindo caminho para o fluxo de cargas de petróleo e gás.
Entre as primeiras embarcações a transitar estavam três superpetroleiros da Arábia Saudita, carregando milhões de barris de petróleo bruto, além de um navio metaneiro francês. A retomada foi confirmada por empresas de rastreamento marítimo como Lloyd's List Intelligence e Kpler.
Apesar do avanço, a reabertura é parcial e enfrenta desafios. Especialistas alertam para riscos de segurança, com a parte central do estreito ainda minada e instransitável. O tráfego está sendo desviado por rotas alternativas, descritas como "acostamentos" de uma rodovia.
Centenas de navios comerciais, com cerca de 11 mil marinheiros a bordo, permanecem parados no Golfo Pérsico, aguardando a normalização completa da rota. Antes do conflito, o Estreito de Ormuz era responsável por um quinto de todo o petróleo bruto mundial, sublinhando sua importância estratégica para a economia global.
A situação segue sendo monitorada, enquanto as operações de desminagem e organização do tráfego são esperadas para os próximos dias.
Fonte: https://gazetabrasil.com.br