Um caso de estupro coletivo envolvendo uma adolescente de 17 anos em Copacabana, Rio de Janeiro, ganhou destaque após a prisão de um dos acusados. Matheus Verissimo Zoel Martins, de 19 anos, foi detido e prestou depoimento na 12ª Delegacia de Polícia, mas optou por permanecer em silêncio durante todo o procedimento. O delegado responsável pelo caso, Ângelo Lages, informou que a decisão de não se manifestar foi tomada com orientação do advogado de defesa.
Acusados e detalhes do crime
Além de Matheus, outros três adultos e um menor foram indiciados pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. Os maiores de idade são Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos; Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos; e João Gabriel Xavier Bertho, de 19 anos. O menor, que também possui 17 anos, terá sua identidade preservada e responderá ao crime segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A investigação aponta que o crime foi uma emboscada planejada, com a vítima sendo atraída por meio de um relacionamento anterior com um dos envolvidos.
Como a emboscada foi organizada
A jovem recebeu mensagens de seu ex-namorado, convidando-a a ir ao seu apartamento. A relação de confiança entre eles fez com que ela aceitasse o convite. As mensagens trocadas mostraram que ele usou um emoji de urgência e insistiu para que ela levasse uma amiga, mas acabou convencendo-a a ir sozinha. Ao chegar ao local, o menor desceu para buscá-la e a levou ao apartamento, onde outros dois amigos o aguardavam.
Momento do crime
Conforme o inquérito policial, a adolescente iniciou uma relação sexual consensual com o menor, mas a situação rapidamente se deteriorou. Os outros jovens invadiram o quarto, mesmo após a vítima ter se manifestado contra a participação deles. A pressão e as agressões físicas se intensificaram, resultando em atos sexuais forçados. A jovem relatou que foi impedida de sair e agredida pelos indivíduos presentes.
Imagens de segurança e ações pós-crime
Câmeras de segurança do prédio registraram a entrada e saída dos jovens no apartamento. Após o crime, o menor retornou ao apartamento e, segundo a polícia, fez gestos interpretados como comemoração. A vítima, em estado de choque, entrou em contato com seu irmão, afirmando que acreditava ter sido estuprada. Seus familiares a levaram à delegacia, onde um boletim de ocorrência foi registrado.
Perspectivas legais e sociais
O caso destaca a necessidade de um debate mais aprofundado sobre questões de violência sexual e a proteção das vítimas. Com a investigação em andamento, a polícia busca reunir mais provas e testemunhos para levar os acusados a julgamento. O desfecho desse caso poderá impactar não apenas os envolvidos, mas também a sociedade em geral, que cada vez mais clama por justiça e medidas efetivas para coibir a violência de gênero.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br