A Justiça do Rio de Janeiro encerrou nesta semana as audiências dos quatro réus acusados de estupro coletivo e cárcere privado contra uma adolescente em Copacabana, Zona Sul da capital.
O caso, que causou grande comoção em janeiro deste ano, avança agora para a fase de alegações finais, aproximando-se da decisão judicial.
Durante a última etapa processual, foram ouvidas as testemunhas de defesa e os próprios acusados: Bruno Felipe dos Santos Allegretti, João Gabriel Xavier Bertho, Matheus Verissimo Zoel Martins e Vitor Hugo Oliveira Simonin. Todos respondem por estupro coletivo e cárcere privado qualificado na 1ª Vara Especializada de Crimes contra a Criança e Adolescente (Veca).
Os réus estão presos preventivamente no Presídio Juíza de Direito Patrícia Acioli, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. Dois deles, Matheus e Vitor Hugo, são investigados por outras acusações de estupro que surgiram após a grande repercussão do caso.
As investigações apontam que a vítima, uma jovem de 17 anos, foi atraída a um apartamento em Copacabana. Lá, teria sido subjugada com socos, tapas e chutes, além de ser trancada em um quarto. A denúncia do Ministério Público descreve que os quatro réus agiram em “perfeita comunhão de ações” para forçar a adolescente a diversas práticas sexuais.
A defesa dos réus alegou que a relação sexual teria sido consensual e tentou questionar a credibilidade do depoimento da vítima com base em diagnósticos psiquiátricos. No entanto, a tese foi indeferida pelo juiz, que manteve a validade do testemunho da jovem. Avaliada por perita legista poucas horas após o crime, a vítima foi considerada lúcida e orientada, com lesões que corroboravam as agressões.
Um adolescente também envolvido no crime teve a internação determinada pela Vara da Infância e Juventude da Capital. A gravidade dos fatos motivou a medida socioeducativa compulsória em uma unidade do Degase.
Com o fim das audiências, o Ministério Público tem um prazo de dez dias para apresentar suas alegações finais, seguido pelo mesmo período para a defesa. Somente após essa etapa, o processo será avaliado pelo juiz responsável na Veca. A expectativa agora é pela decisão judicial que definirá o futuro dos acusados neste grave caso.