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EUA podem atacar o Irã nas próximas 24 horas

Gazeta Brasil

Autoridades americanas, europeias e israelenses estão alertando para a possibilidade de uma intervenção militar dos Estados Unidos no Irã nas próximas 24 horas, em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio. Os preparativos para essa ação estariam em andamento, e Washington já iniciou a retirada preventiva de parte de seu pessoal de uma base militar crucial na região. O clima de hostilidade se intensificou após avisos de Teerã, que ameaçou atacar bases aéreas que abrigassem forças norte-americanas caso o presidente Donald Trump autorize um ataque ao território iraniano.

Retirada de pessoal americano

A retirada de pessoal das bases militares americanas ocorre como uma medida preventiva, após alertas de uma figura de destaque do governo iraniano. Fontes diplomáticas europeias indicam que a possibilidade de uma ação militar por parte dos Estados Unidos se tornou mais concreta, enquanto um membro do governo de Israel afirmou que Trump já estaria inclinado a intervir, embora detalhes sobre o momento e a extensão da operação ainda não tenham sido definidos.

Impacto na base aérea de Al Udeid

O Catar confirmou a redução do contingente na base aérea de Al Udeid, a maior instalação militar americana no Oriente Médio, citando as tensões atuais. Diplomatas informaram que parte do pessoal foi instruída a deixar a base, embora não haja indícios de uma retirada em grande escala, como a que ocorreu antes de um ataque iraniano com mísseis no ano anterior.

Intensificação das tensões internas no Irã

O Irã enfrenta a maior onda de instabilidade interna desde a Revolução Islâmica de 1979, com protestos contra o regime clerical aumentando nas últimas semanas. O governo iraniano alega que mais de 2 mil pessoas morreram desde o início da repressão aos manifestantes. Organizações de direitos humanos, como a HRANA, com sede nos Estados Unidos, reportam que pelo menos 2.403 manifestantes e 147 indivíduos associados ao governo foram mortos, elevando o total de vítimas para mais de 2.500.

Acusações do governo iraniano

As autoridades iranianas acusam os Estados Unidos e Israel de incitarem os protestos, que consideram atos de terrorismo armado. O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irã, Abdolrahim Mousavi, declarou que o país nunca havia enfrentado uma destruição tão significativa, atribuindo a crise a inimigos estrangeiros. O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noel Barrot, descreveu a situação como a repressão mais violenta da história contemporânea do Irã.

Ameaças e possíveis repercussões

Teerã alertou países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Turquia de que suas bases americanas poderão ser alvos em caso de uma ofensiva por parte dos EUA. As comunicações entre o chanceler iraniano Abbas Araqchi e o enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, foram suspensas, refletindo a escalada das tensões. Os Estados Unidos mantêm forças na região, incluindo a sede avançada do Comando Central no Catar e a base da Quinta Frota da Marinha no Bahrein.

Situação da internet e protestos

A circulação de informações a partir do Irã tem sido severamente limitada devido a um apagão da internet imposto pelas autoridades. Embora os protestos tenham sido massivos, análises ocidentais sugerem que o governo iraniano ainda não enfrenta um colapso iminente e que seu aparato de segurança permanece operacional. Enquanto isso, a mídia estatal iraniana tem mostrado imagens de funerais e manifestações em apoio ao regime, evidenciando a divisão no país.

Reações do governo iraniano

O presidente iraniano Masoud Pezeshkian declarou que, enquanto o governo mantiver apoio popular, os esforços dos inimigos não terão sucesso. Em resposta à crise, autoridades iranianas intensificaram contatos diplomáticos com países da região, e o Judiciário prometeu acelerar os julgamentos de manifestantes detidos. Organizações de direitos humanos relatam que mais de 18 mil pessoas foram presas desde o início dos protestos e expressam preocupação com possíveis condenações à morte, como o caso do jovem Erfan Soltani.

Fonte: https://gazetabrasil.com.br

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