Os Estados Unidos voltam a analisar a possibilidade de novas sanções ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A discussão ganha força após uma operação da Polícia Federal na última terça-feira (11).
A ação da Polícia Federal investiga o vazamento de informações usadas em reportagens sobre o ministro Flávio Dino. A operação teve entre os alvos uma fonte de jornalista, reacendendo atritos com Washington.
Segundo reportagem do jornal britânico Financial Times, a avaliação de possíveis sanções ganhou impulso ainda na gestão Donald Trump. A PF mirou Raimundo Cutrim, ex-secretário de Segurança do Maranhão, apontado como fonte do jornalista Luís Pablo. As reportagens tratavam do uso de veículos do Tribunal de Justiça do Maranhão por familiares de Dino.
O caso levantou debate no próprio STF sobre o sigilo de fonte, garantia constitucional. O presidente da Corte, Edson Fachin, defendeu publicamente o direito dos jornalistas. Moraes, por sua vez, sustentou que as medidas se basearam em indícios de práticas ilegais, e a proteção jornalística não abrange a prática de crimes.
Moraes já havia sido alvo de sanções pela Lei Magnitsky, do Departamento do Tesouro dos EUA, em um período anterior, sob acusação de autorizar prisões arbitrárias e restringir a liberdade de expressão. Embora essas punições tenham sido revogadas posteriormente, o descontentamento da Casa Branca em relação ao ministro permaneceu, segundo o Financial Times.
Fonte: https://gazetabrasil.com.br