O governo dos Estados Unidos determinou um corte de 10% nos voos programados para 40 dos principais aeroportos do país a partir desta sexta-feira (7). A medida drástica é uma consequência direta da paralisação governamental, que se estende por 36 dias, impactando milhares de trabalhadores essenciais.
A Administração Federal de Aviação (FAA) justifica a redução como uma forma de aliviar a pressão sobre os controladores de tráfego aéreo, que, juntamente com cerca de 50 mil agentes da Administração de Segurança no Transporte, estão trabalhando sem receber salário devido ao impasse político. A situação já resultou em atrasos e cancelamentos em larga escala, afetando o tráfego aéreo nacional.
As autoridades ressaltam que avaliam continuamente a situação e não descartam a adoção de novas medidas, caso seja necessário garantir a segurança dos voos. A lista dos 40 aeroportos afetados será divulgada nesta quinta-feira (6). O impacto total em números de voos cancelados ainda não foi estimado.
O Secretário de Transportes já havia alertado para o risco de um “caos total” caso a paralisação persistisse, mencionando a possibilidade de fechamento de parte do espaço aéreo. Companhias aéreas têm manifestado preocupação crescente, instando o fim da paralisação devido aos riscos potenciais à segurança.
A atual paralisação do governo, impulsionada por divergências orçamentárias e debates sobre programas de assistência médica, ocorre quando o Congresso falha em aprovar o orçamento federal no prazo. A falta de financiamento resulta no fechamento de órgãos públicos e licença compulsória para servidores federais, enquanto trabalhadores de serviços essenciais, como os controladores de tráfego aéreo, permanecem em atividade, com a promessa de receberem seus salários retroativamente.
Fonte: g1.globo.com