Os Estados Unidos desclassificaram vídeos inéditos que revelam o dramático resgate de dois pilotos da Força Aérea, abatidos em abril no Irã. As imagens mostram uma complexa e perigosa operação militar.
A missão de alto risco exigiu dezenas de aeronaves e centenas de militares para salvar os tripulantes de um caça F-15E derrubado atrás das linhas inimigas.
Identificados como Alpha e Bravo, os pilotos ejetaram-se após o avião ser atingido por um míssil iraniano, caindo em uma área montanhosa sob perseguição inimiga.
O resgate de Alpha ocorreu oito horas após a queda, com 21 aeronaves em uma ousada incursão diurna, enfrentando tiroteio intenso. O piloto foi recuperado com sucesso.
Bravo, gravemente ferido, permaneceu quase dois dias escondido. Sua missão de salvamento foi mais complexa, exigindo mais de 90 militares no solo e bombardeios para desviar a atenção iraniana.
Imagens em infravermelho mostram o momento em que paraquedistas de elite alcançam o oficial, que se escondeu em uma crista de 2.134 metros.
Após 50 horas de tensão, Bravo foi salvo. Para evitar que tecnologia sensível fosse capturada, os EUA destruíram dois aviões de resgate e helicópteros, avaliados em cerca de US$ 100 milhões.
O caso demonstra a complexidade e o alto risco de resgates em cenários de guerra.
Fonte: https://gazetabrasil.com.br