A seleção brasileira feminina de vôlei conquistou a medalha de prata na recente Liga das Nações, após uma derrota acirrada para a Turquia na final. As bicampeãs olímpicas Fabiana Claudino e Sheilla Castro prontamente saíram em defesa da equipe.
Elas rebatem as críticas de torcedores e analistas, que apontam a sequência de vices como um 'vexame' ou falha psicológica, validando o esforço e o desempenho da nova geração de atletas.
Fabi, capitã nas Olimpíadas de 2012 e 2016, lembrou que a própria geração dela enfrentou rótulos de 'amarelonas' e de 'bater na trave' no início. 'É muito fácil julgar de fora, mas quem está na quadra realmente sabe o que acontece. A gente nunca deixou de acreditar', afirmou a ex-central.
Sheilla Castro reforça que não existe uma explicação simples para a diferença entre ouro e prata. 'Se tivéssemos uma explicação concreta do ouro para a prata, eu teria ganhado todos os ouros da minha vida', disse a ex-oposta, desconsiderando o fator psicológico como única justificativa.
As ex-jogadoras reconhecem que a proximidade das críticas nas redes sociais é um desafio. Fabi aconselha não gastar energia com o que não se pode controlar. 'Somos seres humanos; um comentário ruim pode nos afetar. Não perca energia com o que não está sob seu controle', ponderou.
Mesmo com desfalques importantes, como Gabi, Julia Kudiess e Tainara, a seleção venceu a temida Itália duas vezes na competição, uma delas na semifinal. Sheilla destacou a força do elenco: 'Isso mostra a força do conjunto brasileiro. Nossa seleção nunca foi feita de uma jogadora só'.
Sheilla e Fabi, que hoje atuam em projetos de formação de atletas, veem a renovação na seleção como essencial e necessária. Elas confiam plenamente no potencial das atletas atuais.
'A gente está muito bem servido em todas as posições, e esse ouro vem', garantiu Sheilla, com entusiasmo, ao falar sobre o futuro da equipe.
A expectativa por novas conquistas segue em alta, com a confiança das veteranas na força e união do elenco atual.