Um relatório de inteligência do Ministério do Interior uruguaio revelou que facções criminosas brasileiras atuam como uma "escola criminal" no país vizinho. O documento, divulgado ao Mercosul, detalha a forte influência desses grupos no crime local.
O Primeiro Comando da Capital (PCC) e "Os Manos" são citados, com 88 integrantes brasileiros detidos. A polícia uruguaia confirmou a incorporação de seus métodos por criminosos locais, incluindo figuras como Sebastián Marset.
A investigação, divulgada pelo jornal uruguaio El País, aponta que o PCC tem 51 membros presos no Uruguai, sendo o grupo com maior número de detidos. Além dele, 19 são de "Os Manos", nove do Primeiro Comando da Fronteira (PCF) e outros sete de "Os Tauras" e dois do "Bala Na Cara".
As autoridades monitoram a presença do PCC nas prisões desde 2023. Um celular apreendido na prisão de Libertad em 2025 revelou um grupo de WhatsApp, "Sistema do Uruguay", com informações detalhadas sobre a atuação, conexões e códigos da facção.
"Os Manos", considerada a maior facção do Rio Grande do Sul, expandiu sua atuação para o Uruguai a partir de 2017. O grupo domina a fronteira na região de Rivera e é conhecido por usar tatuagens, como a de um diamante, para identificar seus membros.
O relatório também destacou a presença do PCF desde 2025, com operações em Maldonado e bairros de Montevidéu. A divulgação do documento gerou reação política no Uruguai, com a oposição cobrando esclarecimentos do ministro do Interior sobre o alcance do problema.
A situação segue sendo monitorada pelas autoridades de segurança dos dois países.
Fonte: https://gazetabrasil.com.br