O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) declarou nesta terça-feira (6), em Goiânia, que pretende alterar a Constituição Federal.
Ele aposta na maioria do PL no novo Congresso para eleger os presidentes da Câmara e do Senado, viabilizando as mudanças.
Bolsonaro afirmou que o Brasil lhe deu "um Congresso muito mais à direita", com capacidade para eleger os líderes das Casas e assim "mudar a Constituição, para a gente redemocratizar este país, para as instituições voltarem a respeitar a Constituição".
O PL elegeu a maior bancada, com 121 deputados federais e 28 senadores. Contudo, a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) exige quórum qualificado de três quintos em cada Casa, ou seja, 308 deputados e 49 senadores, em dois turnos de votação.
A declaração de Flávio abre espaço para uma disputa pela sucessão dos atuais presidentes da Câmara e do Senado. O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha do candidato, foi citado no evento como futuro presidente do Senado.
O apoio do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) à campanha de Flávio foi oficializado no evento de Goiânia. Apesar da intenção, Flávio não detalhou quais dispositivos ou artigos da Constituição seriam alterados.