Um subtenente da Polícia Militar morreu no último domingo (11) na Freguesia, Zona Oeste do Rio. O incidente, investigado como "fogo amigo", envolveu um tiroteio entre Bope e 18º BPM.
A tragédia abala a corporação e recoloca o coronel Aristheu de Góes Lopes, atual chefe do Comando de Operações Especiais (COE), no epicentro de uma nova e grave crise.
O subtenente Gláucio Marcelo Fonseca da Silva, de 54 anos, não resistiu aos ferimentos. Além dele, outros cinco militares ficaram feridos e foram socorridos para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca. A baixa luminosidade do local, na Rua Guilherme Moreira, pode ter contribuído para a trágica confusão, onde agentes do batalhão de área teriam confundido os colegas do Bope com criminosos.
A presença de Aristheu na cadeia de comando é um ponto que gera debate. Em 2025, ele foi exonerado do comando do Bope após uma operação que resultou na morte de um jovem em festa junina no Morro Santo Amaro. O coronel assumiu o COE, unidade à qual o Bope é subordinado, em agosto deste ano.
Naquela ocasião, a incursão da tropa de elite culminou na morte de Herus Guimarães Mendes, de 23 anos, e deixou cinco pessoas baleadas. Agora, menos de dois meses após reassumir um posto de comando superior, Aristheu se vê novamente diante de um grave incidente com mortes envolvendo a tropa de elite da PM.
O caso está sob investigação da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) e da Corregedoria Interna da PM. A história do subtenente Gláucio, que tinha 26 anos de corporação, é ainda mais comovente: ele deixou três filhos e já havia perdido seu irmão, também policial militar, em uma megaoperação no Complexo do Alemão em 2025.
A situação segue sendo monitorada pelas autoridades.