Marrocos e Argentina marcaram o início da história na Copa do Mundo de Futsal Feminino, em Manila, Filipinas, nesta sexta-feira. A competição, a primeira organizada pela FIFA, surge após anos de promessas e intensas cobranças por parte de atletas e entidades.
A FIFA chancela o futsal feminino desde 2015, mas a realização de um Mundial era uma reivindicação antiga. A confirmação oficial da competição de 2025 só ocorreu em dezembro de 2022, após pressão e protestos de jogadoras.
Anteriormente, a Associação Internacional de Jogadoras de Futsal (AJFSF) liderou um movimento de denúncia contra a negligência da FIFA com a modalidade feminina, chegando a divulgar um vídeo com as principais jogadoras exigindo igualdade. A peça foi lançada às vésperas da Copa do Mundo do Catar, contrastando com o futsal masculino, que tem chancela da FIFA e um Mundial desde 1989.
Antes do reconhecimento da FIFA, as confederações nacionais organizavam anualmente o Torneio Mundial de Futsal Feminino, iniciado em 2010, com o Brasil sagrando-se campeão em todas as seis edições.
A seleção brasileira chega às Filipinas como uma das favoritas ao título, impulsionada por uma preparação considerada bem-sucedida. Em agosto, conquistou o Torneio Internacional de Xanxerê de forma invicta, vencendo a Colômbia na final. Além disso, realizou dois amistosos contra a Nova Zelândia, nos quais goleou por 9 a 0 e 10 a 0.
O técnico Wilson Sabóia destaca a importância da Copa do Mundo para o crescimento do futsal feminino no mundo. Portugal e Espanha são apontadas como fortes concorrentes ao título, enquanto a capitã brasileira Taty também cita a Itália como um desafio na fase inicial do torneio.
Taty ressalta o potencial de outras seleções, como Argentina, Colômbia e as equipes asiáticas. No entanto, a capitã demonstra confiança no talento da equipe brasileira, que conta com 15 das 18 eleitas como melhor jogadora do mundo entre 2007 e 2024, incluindo a oito vezes vencedora Amandinha.
A atual detentora do prêmio de melhor jogadora do mundo, Emilly Marcondes, expressa a emoção de participar da Copa, destacando a realização de um sonho para diversas gerações.
O Brasil está no Grupo D, ao lado de Irã, Itália e Panamá. Na primeira fase, as duas melhores equipes de cada grupo avançam para as quartas de final, seguidas pelas semifinais, disputa pelo terceiro lugar e a grande final.
Fonte: www.estadao.com.br