Centenas de pessoas se reuniram na Cidade do México neste sábado, convocadas por redes sociais sob a égide do “movimento Gen Z”. A manifestação, que também ocorreu em outras regiões do país, ficou conhecida como Marcha da Geração Z.
O ponto de encontro foi o Anjo da Independência, de onde os manifestantes seguiram rumo ao Zócalo, no centro da capital. Inicialmente pacífica, a marcha foi marcada pela presença de integrantes dos Black Blocs, um grupo conhecido por ações violentas.
Relatos e vídeos divulgados online mostram membros dos Black Blocs derrubando grades de proteção instaladas ao redor do Palácio Nacional, que visavam proteger tanto policiais quanto manifestantes. Em seguida, o grupo teria agredido agentes de segurança, homens e mulheres, com chutes e socos. Em outubro, mais de cem policiais ficaram feridos em circunstâncias similares durante um ato em memória do massacre de Tlatelolco.
Apesar do nome da mobilização, a maioria dos participantes não era da Geração Z. Antes da marcha, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, expressou o desejo de que o protesto ocorresse de forma pacífica. “O México é um país livre, e apoiamos a liberdade de manifestação. Todos têm o direito de protestar, mas buscamos sempre que seja de maneira pacífica, sem violência”, declarou Sheinbaum.
Após o protesto, o governo mexicano apresentou uma análise de Miguel Ángel Elorza, coordenador de Infodemia, sobre a origem das contas de redes sociais que convocaram a Marcha da Geração Z. A análise aponta que muitos dos perfis envolvidos na mobilização apresentavam características atípicas: criação recente, reativação após inatividade prolongada e operação a partir de outros países. Apesar de se apresentarem como “apartidários”, algumas dessas contas interagiam com perfis ligados a partidos de direita.
Sheinbaum enfatizou a importância do estudo para revelar “como a convocatória foi construída e quem promoveu essa mobilização, para que ninguém seja usado”. A presidente também questionou a participação de jovens que não pertencem à Geração Z e estimou um investimento de cerca de 90 milhões de pesos em impulsionamento digital para promover a marcha.
O protesto terminou em meio a tensões, denúncias de violência e acusações de manipulação política.
Fonte: gazetabrasil.com.br