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Golpe de estelionato utiliza falsa história de câncer em Rio das Ostras

Angel Morote

Um alerta urgente foi emitido para a população de Rio das Ostras em relação a um golpe digital que tem explorado a boa-fé das pessoas. Criminosos estão utilizando uma narrativa falsa sobre uma suposta mãe chamada Ana Carolina, que estaria lutando contra um câncer triplo negativo. O esquema, que já se espalhou por várias cidades do Brasil, tem como objetivo arrecadar dinheiro através de transferências via Pix. Os golpistas se aproveitam da sensibilidade e empatia das pessoas, utilizando fotos reais e nomes falsos para dar credibilidade à sua farsa.

Funcionamento do golpe

A estrutura do golpe é bem elaborada. Os estelionatários fazem contato com portais de notícias e redes sociais, se apresentando como moradores locais. Para aumentar a credibilidade da história, eles utilizam números de WhatsApp que têm o código de área correspondente à região da cidade em que estão atuando. No caso de Rio das Ostras, o DDD é 22. Com isso, os criminosos afirmam que a suposta paciente reside na cidade, enganando pessoas que desejam ajudar.

História repetida em várias cidades

Uma investigação realizada revelou que a mesma narrativa e imagem estão sendo usadas em diversas cidades do Brasil. O golpe não se limita a Rio das Ostras. Em São João da Boa Vista, São Paulo, os golpistas afirmam que Ana Carolina é moradora local; em Natal, no Rio Grande do Norte, a história muda para um câncer no pulmão; já em Jaru, Rondônia, e Sinop, Mato Grosso, a narrativa é adaptada para câncer de mama. Em Giruá, no Rio Grande do Sul, a história de 'mãe solo abandonada' também é utilizada.

Utilização de informações e imagens antigas

Os golpistas têm se utilizado de matérias antigas de portais de notícias, datadas de 2017, para roubar fotos de pacientes reais. Essas imagens são então utilizadas para compor a falsa identidade de Ana Carolina, um personagem que tem circulado por diversas localidades aplicando o golpe do Pix. Essa prática é uma clara demonstração da falta de ética e respeito pelos verdadeiros pacientes que lutam contra doenças graves.

A importância da denúncia

As autoridades competentes, como a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) e a Polícia Civil, precisam ser acionadas para investigar e tomar providências contra esses indivíduos, que estão cometendo o crime de estelionato. A utilização de serviços de utilidade pública, como jornais, para difundir essas histórias falsas é uma violação grave que deve ser combatida.

Identificando o golpe

Para ajudar a população a reconhecer e evitar cair nesse golpe, algumas características podem ser observadas. Primeiramente, a utilização de um DDD local é comum, já que os golpistas costumam comprar chips de telefones da cidade em que estão atuando. Além disso, as histórias apresentadas costumam seguir um padrão dramático, frequentemente envolvendo uma mãe solo, abandonada e com um valor expressivo necessário para uma cirurgia. Por último, a ausência de laudos médicos verificáveis é um sinal importante; os golpistas frequentemente enviam textos prontos, mas raramente oferecem documentos que possam ser checados em hospitais locais.

Orientações para quem contribuiu

Caso alguém tenha feito alguma contribuição financeira, é crucial que procure a 128ª Delegacia de Polícia para registrar uma ocorrência. O registro é fundamental para auxiliar as autoridades a rastrear os titulares das contas que recebem esses valores. A conscientização e a denúncia são passos essenciais para combater esse tipo de crime e proteger a comunidade.

Fonte: https://riodasostrasjornal.blogspot.com

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