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Governo do Rio divulga imagens inéditas da megaoperação contra o Comando Vermelho

Foto: Divulgação

Registros de drones revelam ataques coordenados, armas de guerra e o ato heroico do policial civil Rodrigo Velloso, morto ao salvar colegas feridos

O Governo do Estado do Rio de Janeiro divulgou neste domingo (2) imagens inéditas de drones que mostram a intensidade dos confrontos durante a megaoperação contra o Comando Vermelho, realizada nos complexos do Alemão e da Penha, na última terça-feira (28). Os vídeos revelam a violência e o poder de fogo dos criminosos, que utilizaram armamentos de uso militar em uma das ações mais letais já registradas no estado.

As imagens aéreas mostram barricadas em chamas, emboscadas e ataques coordenados contra as forças de segurança. De acordo com o governo, os criminosos usavam fuzis como AK-47, AR-10, FAL, G3 e AR-15 — modelos comumente empregados em zonas de conflito, como Síria, Gaza e Iêmen.

Herói em ação: policial salva colegas e é morto em confronto

Em um dos registros mais impactantes, um grupo de policiais civis avança por uma área de mata quando é surpreendido por intensa troca de tiros. Dois agentes são atingidos e, mesmo sob fogo cerrado, o policial civil Rodrigo Velloso Cabral, de 34 anos, lotado na 39ª DP (Pavuna), consegue resgatar os colegas feridos.

Momentos depois, já fora das câmeras, Velloso dá voz de prisão ao atirador que havia ferido os agentes, mas é baleado e morto em combate.

“Nosso combatente morreu como herói, tentando salvar a vida dos companheiros. Não podemos normalizar a presença de fuzis na sociedade, nem aceitar que criminosos usem o território fluminense como trincheira de guerra. É exatamente isso que as imagens mostram.
O Estado vai continuar enfrentando o crime com coragem, inteligência e respeito à lei”, afirmou o governador Cláudio Castro.

Complexo do Alemão em chamas

Outro vídeo divulgado pelo governo mostra o Complexo do Alemão tomado por incêndios, provocados por barricadas erguidas por criminosos para impedir o avanço das forças de segurança. As imagens evidenciam a tática de guerrilha e o cenário de guerra urbana enfrentado pelos agentes.

“As imagens falam por si. É um cenário de guerra. Por isso falamos em narcoterrorismo: não é tráfico, é uma estrutura que desafia o Estado e a soberania”, analisou o secretário de Polícia Civil, delegado Felipe Curi.

Balanço da operação

A operação mobilizou 2.500 agentes das polícias Civil e Militar e resultou em 121 mortes — sendo 117 criminosos e quatro policiais —, além de 113 prisões, das quais 33 de pessoas vindas de outros estados.

Durante as ações, 120 armas foram apreendidas, entre elas 93 fuzis, o maior número registrado em um único dia na história do Rio. O prejuízo ao crime organizado é estimado em R$ 12,8 milhões.

Um levantamento da Coordenadoria de Fiscalização de Armas e Explosivos (CFAE) da Polícia Civil indica que parte do arsenal apreendido tem origem internacional, incluindo países como Venezuela, Argentina, Peru, Bélgica, Rússia, Alemanha e Brasil.

As investigações apontam também para armas desviadas das Forças Armadas e fuzis montados com peças contrabandeadas ou adquiridas pela internet. Todo o material está sob perícia, e os dados serão compartilhados com o Exército Brasileiro para o rastreamento da origem dos armamentos.

A divulgação das imagens reforça o discurso do governo sobre o enfrentamento direto ao narcoterrorismo e expõe, com clareza inédita, a estrutura bélica e a capacidade de reação das facções criminosas que atuam no estado.

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