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Guarda revolucionária do Irã: força militar de elite e seu papel no regime

G1

A Guarda Revolucionária do Irã, também conhecida pela sigla IRGC, é uma força militar de elite que desempenha um papel crucial na proteção do regime islâmico no país. Recentemente, a União Europeia anunciou a intenção de incluir a IRGC em sua lista de organizações terroristas, uma decisão que surge em resposta à repressão violenta de protestos que têm ocorrido no Irã. A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, enfatizou que as ações da Guarda Revolucionária justificam uma resposta severa por parte da comunidade internacional. Essa força, que já enfrenta sanções dos Estados Unidos e de outros países, é vista como um pilar fundamental do poder do regime liderado por Ali Khamenei.

História e formação da Guarda Revolucionária

A Guarda Revolucionária foi criada após a Revolução Iraniana de 1979, que derrubou o governo apoiado pelo Ocidente. A força foi estabelecida para proteger o novo regime clerical xiita, emergindo como um contrapeso aos militares tradicionais do Irã, considerados leais ao xá deposto. Inicialmente atuando como uma força de segurança interna, a Guarda Revolucionária expandiu suas operações com a invasão do Irã pelo regime de Saddam Hussein em 1980, recebendo autorização para formar suas próprias unidades terrestres, navais e aéreas a partir do líder supremo, o aiatolá Ruhollah Khomeini.

Estrutura e organização

Com uma estimativa de 125 mil membros, a Guarda Revolucionária é composta por diversas unidades, incluindo o Exército, a Marinha e a Aeronáutica. A força também possui uma milícia paramilitar, a Basij, que desempenha um papel significativo na repressão de manifestações e na manutenção da ordem interna. Além disso, a Guarda conta com um exército cibernético e serviços de inteligência que operam de forma independente, reportando diretamente ao líder supremo, Ali Khamenei. Esse arranjo a torna uma instituição poderosa, atuando como um verdadeiro 'Estado dentro do Estado'.

Repressão e sanções internacionais

A Guarda Revolucionária tem sido amplamente criticada por seu papel na repressão de protestos e na violação dos direitos humanos. Em 2019, os Estados Unidos designaram a IRGC como uma organização terrorista, uma ação que foi seguida por outros países, como o Canadá e a Austrália. A União Europeia, embora tenha imposto sanções a alguns de seus oficiais, está considerando uma ação mais abrangente, refletindo a crescente pressão internacional para responsabilizar a Guarda Revolucionária por suas ações contra civis. A chefe da diplomacia da UE enfatizou que a violência perpetrada pela IRGC contra manifestantes justifica essa designação.

Influência econômica da Guarda Revolucionária

Além de suas funções militares, a Guarda Revolucionária expandiu significativamente sua influência na economia iraniana. O conglomerado Khatam-al-Anbia, fundado no final da década de 1980, exemplifica como a IRGC se tornou um ator fundamental em projetos de infraestrutura e investimentos estratégicos no país. A Guarda está envolvida na construção de estradas, ferrovias, represas e até linhas de metrô. Sua influência se estende também ao setor de petróleo e gás, mineração e farmacêutico, além de participar informalmente do mercado imobiliário e de atividades de contrabando. No entanto, a extensão exata de sua participação no PIB iraniano permanece incerta.

Atuação da Guarda Revolucionária no exterior

A Guarda Revolucionária não se limita às fronteiras do Irã; ela também está envolvida em operações e conflitos fora do país. A IRGC tem sido acusada de apoiar grupos militantes e atividades terroristas em várias regiões, promovendo a jihad em nome do regime iraniano. Esse papel tem gerado preocupações sobre a expansão da influência iraniana no Oriente Médio e além, resultando em tensões com diversas nações. A designação da Guarda Revolucionária como uma organização terrorista por parte de diversos países é um reflexo do temor sobre sua capacidade de desestabilizar regiões inteiras.

Fonte: https://g1.globo.com

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