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Hamas entrega corpo de 16º refém israelense desde início da trégua

Tropas da IDF recebem restos mortais de reféns mortos em cerimônia oficial, 14 de outubro de 20...

O grupo Hamas entregou à Cruz Vermelha o corpo de mais um refém israelense na última segunda-feira. Com essa entrega, sobe para 16 o número de cadáveres devolvidos desde o início da trégua, em 10 de outubro. A ação ocorreu em coordenação com equipes de resgate egípcias e sob supervisão do Exército de Israel.

De acordo com as Forças de Defesa de Israel (FDI), veículos da Cruz Vermelha se dirigiram a um ponto de entrega na cidade de Gaza para recolher o corpo. A identidade do refém ainda não foi divulgada pelo Hamas.

Desde o início da trégua, o Hamas liberou 20 reféns sobreviventes. No entanto, familiares dos sequestrados afirmam que o processo é insuficiente. O Foro de Reféns e Famílias Desaparecidas denunciou que ainda restam 13 corpos em poder do Hamas. “O Hamas sabe exatamente onde está cada um dos reféns falecidos. Duas semanas se passaram desde a data limite estabelecida para a devolução dos 48 corpos, mas 13 seguem em mãos do grupo”, afirmou o fórum.

Familiares pedem que Israel, os Estados Unidos e mediadores internacionais, incluindo o Egito, não avancem para a próxima fase do acordo até que todos os corpos sejam devolvidos.

O Hamas alega dificuldades na localização dos corpos devido à destruição causada pela guerra e ao deslocamento de pessoas que os teriam enterrado. “Existem desafios para localizar os corpos de reféns israelenses porque a ocupação modificou o terreno em Gaza. Alguns de quem os enterraram já faleceram ou não lembram onde o fizeram”, disse um dos negociadores do grupo.

Nos últimos dias, o Egito mobilizou equipes de resgate e maquinário pesado para Gaza, coordenando com Israel um operativo de recuperação dos corpos prioritários.

Enquanto isso, a trégua permanece vigente sob mediação dos Estados Unidos, que promovem a criação de um sistema internacional de segurança para supervisionar o pacto e a entrega humanitária em Gaza. Washington sugere a participação de tropas de países árabes e muçulmanos na força de monitoramento, mas Israel rejeita a presença militar da Turquia, citando postura hostil do país.

Paralelamente, Israel retirou parte de suas forças de áreas urbanas de Gaza, mantendo o controle de quase metade do enclave sobre a chamada Linha Amarela. O ministro da Defesa anunciou ainda a revogação do estado de emergência nas localidades vizinhas a Gaza pela primeira vez desde outubro.

Agências humanitárias ressaltam a necessidade de abertura total de passagens fronteiriças, especialmente a de Rafah com o Egito, para aliviar a crise humanitária no enclave.

Fonte: gazetabrasil.com.br

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