Uma análise publicada no The New York Times, em 5 de outubro de 2026, aponta a ascensão da direita no Brasil. A socióloga Elizabeth McKenna, da Harvard Kennedy School, destaca o papel das igrejas evangélicas nesse cenário.
O estudo sugere que o enfraquecimento de sindicatos e do Partido dos Trabalhadores (PT) abriu um vácuo político, preenchido pelas redes evangélicas, que agora servem como base duradoura para o campo conservador.
A tese de McKenna foca no esvaziamento das organizações que antes mobilizavam eleitores de esquerda, como os sindicatos. Essa lacuna, segundo a pesquisadora, criou um terreno fértil para a ascensão de novas bases de mobilização.
Nesse vácuo, as igrejas evangélicas teriam se consolidado como a principal força de engajamento social e político. Com milhões de fiéis e uma presença capilar em comunidades, essas instituições oferecem um senso de pertencimento e comunidade, algo que partidos tradicionais perderam.
O impacto dessa dinâmica é a formação de uma base política robusta para a direita, com figuras ligadas ao meio evangélico ganhando destaque e votos expressivos. A socióloga aponta que essa reconfiguração atingiu o eleitorado, especialmente entre os de baixa renda, antes mais alinhados à esquerda.
A análise de McKenna contribui para o debate sobre as profundas transformações sociais e políticas em curso no Brasil.
Fonte: https://gazetabrasil.com.br