O governo americano implementou novas diretrizes que impactam a imigração, com foco em saúde, trabalhadores qualificados e investimentos financeiros. Uma das medidas mais recentes sugere a negação de vistos de imigração para pessoas consideradas obesas. A obesidade é agora classificada como uma condição médica que pode gerar custos excessivos para o governo, juntamente com doenças cardiovasculares, respiratórias, cânceres, diabetes, doenças metabólicas, neurológicas e condições de saúde mental.
Oficiais consulares são instruídos a avaliar se o solicitante tem recursos financeiros suficientes para cobrir os custos de tratamento médico durante sua estadia no país, sem depender de assistência pública ou institucionalização de longo prazo. A diretriz se aplica especificamente a vistos de imigrante, e não a vistos de não-imigrante, como os de turismo, desde que os solicitantes possam arcar com seus próprios custos médicos e retornem ao seu país de origem.
Outra mudança significativa é a imposição de uma taxa anual de US$ 100.000 para vistos H-1B, destinados a trabalhadores qualificados em áreas onde empresas americanas enfrentam dificuldades para preencher vagas. O visto H-1B é projetado para cargos que exigem no mínimo um diploma de bacharel. Essa taxa será exigida anualmente por até seis anos. Defensores argumentam que o visto é crucial para atrair talentos globais, enquanto críticos afirmam que prejudica a força de trabalho americana.
Além das restrições relacionadas à saúde e aos vistos de trabalho, foi anunciada a criação de um “Cartão Ouro”. Este programa visa acelerar a obtenção de certos vistos para indivíduos dispostos a fazer uma “doação financeira significativa”.
Em relação à segurança, um banimento total foi imposto a cidadãos de 12 países, com restrições parciais a outros sete. A justificativa é a necessidade de proteger os EUA de ameaças estrangeiras e garantir a segurança no rastreamento de visitantes. As autoridades afirmam que não podem permitir a migração irrestrita de países onde não seja possível realizar verificações e triagens seguras e confiáveis.
As novas medidas integram uma estratégia de intensificação da política de imigração, que inclui o combate ao antissemitismo em universidades e a deportação de estrangeiros suspeitos de envolvimento com gangues.
Fonte: gazetabrasil.com.br