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Infantino recua e enfrenta racha na FIFA

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, retirou sua proposta de criar uma nova empresa para administrar competições, mas a decisão não aplacou a crise na entidade máxima do futebol.

O recuo, motivado por forte oposição, expõe uma divisão interna e coloca em xeque sua reeleição em 2027, com algumas federações retirando o apoio.

A controversa Fifa Foward Enterprise (FFE), que venderia 20% das ações de competições, gerou críticas. Confederações como a UEFA e a Concacaf, lideradas por Aleksander Ceferin e Victor Montagliani, respectivamente, se posicionam firmemente contra Infantino.

Mesmo após o abandono do projeto, federações europeias como Suécia, Inglaterra, País de Gales e Sérvia já retiraram o apoio à candidatura do ítalo-suíço. Outras polêmicas anteriores, como a expansão da Copa para 64 seleções e a anulação de uma suspensão após ligação de Donald Trump, contribuíram para o desgaste.

Por outro lado, Infantino mantém forte base de apoio na Confederação Africana de Futebol (CAF), com 54 votos. O presidente da CAF, Patrice Motsepe, defende o trabalho do atual chefe da FIFA.

A Federação Marroquina de Futebol, uma potência africana e co-sede da Copa de 2030, reafirmou seu apoio, elogiando a prioridade de Infantino na unidade. Alguns países asiáticos como Catar e Kuwait também manifestaram solidariedade.

A corrida pela presidência da FIFA se intensifica, com a eleição marcada para março de 2027 em Marrocos.

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