Na manhã desta quarta-feira, um caça F-35 israelense derrubou um avião iraniano tripulado, marcando um marco histórico nas operações militares do país. Este incidente ocorreu cinco dias após o início da "Operação Fúria Épica", uma ação conjunta entre Israel e Estados Unidos, e representa o primeiro abate de uma aeronave tripulada realizado pelo F-35, também conhecido como "Adir". O jato iraniano abatido, um Yak-130 de fabricação russa, foi derrubado em combate aéreo sobre Teerã, conforme anunciado pelo Exército de Defesa de Israel (IDF).
O histórico do F-35 em combate
Até o momento, os caças F-35 israelenses haviam se destacado apenas na interceptação de alvos não tripulados, como drones. O último abate de uma aeronave tripulada por um caça israelense ocorreu há mais de quatro décadas, quando um F-15 derrubou dois MiG-23 sírios durante a "Guerra dos Campos" no Líbano, em 24 de novembro de 1985. O IDF destacou que o abate do Yak-130 representa um avanço significativo nas capacidades de combate da aviação israelense.
Impacto da ofensiva militar
O incidente ocorreu em meio a bombardeios em larga escala realizados por Israel em Teerã e outras cidades iranianas. As forças israelenses e americanas atacaram centros de comando das forças de segurança do Irã, incluindo instalações associadas ao Basij, uma unidade paramilitar iraniana. De acordo com fontes, dezenas de munições foram disparadas durante a operação, que teve início nas primeiras horas da manhã.
Operação Fúria Épica
A Operação Fúria Épica mobilizou mais de 50 mil soldados americanos, com o objetivo de neutralizar a capacidade do Irã de ameaçar os interesses norte-americanos na região. O almirante Brad Cooper, da Marinha dos EUA, afirmou que a operação já destruiu cerca de 2 mil alvos estratégicos. Este esforço militar é considerado sem precedentes, reunindo o maior contingente militar americano no Oriente Médio em uma geração.
Mobilização de recursos militares
Além das tropas, os Estados Unidos enviaram 200 caças e dois porta-aviões para a região, além de um número não divulgado de bombardeiros. Essa mobilização tem como principal foco eliminar as capacidades bélicas do Irã, em resposta a crescente tensão e ataques a instalações americanas na região.
Reações aos ataques
A ofensiva militar se intensificou após relatos de que um drone iraniano teria atacado a embaixada americana em Riad, na segunda-feira, causando danos estruturais ao edifício. Funcionários da embaixada foram instruídos a se proteger e, segundo o Departamento de Estado, uma estação da CIA também foi alvo de um ataque semelhante. Além disso, o consulado americano em Dubai enfrentou um ataque por drone, que provocou um incêndio em um estacionamento, mas não resultou em feridos.
Consequências regionais
Forças israelenses foram posicionadas no sul do Líbano, próximas à fronteira, onde bombardeios em Beirute e em complexos residenciais no leste do país resultaram em pelo menos 11 mortes. A escalada de violência na região levanta preocupações sobre a possibilidade de um conflito mais amplo, à medida que os desdobramentos da Operação Fúria Épica continuam a se desenrolar.
A situação atual no Oriente Médio reflete um momento crítico nas relações entre os países da região e as potências ocidentais, com o impacto da operação militar sendo monitorado de perto por líderes globais.
Fonte: https://gazetabrasil.com.br