O senador Jaques Wagner (PT-BA) anunciou nesta quarta-feira (24) sua saída da liderança do governo no Senado, em Brasília.
A decisão veio dias após o petista ser alvo de uma operação da Polícia Federal e em meio a uma crescente pressão de aliados no Palácio do Planalto.
Wagner foi alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, da PF, que investiga possíveis irregularidades envolvendo o Banco Master. A ação policial ocorreu seis dias antes do anúncio de sua saída.
Em nota, o senador afirmou que sua prioridade agora é provar sua inocência e se dedicar às articulações políticas para a reeleição do presidente Lula e à sua própria recondução ao Senado. A resistência inicial em deixar o cargo gerou desconforto, com aliados defendendo publicamente seu afastamento.
Além da investigação, o desgaste de Wagner acumulava-se em Brasília. A rejeição histórica do nome de Jorge Messias para uma vaga no STF, após o senador ter garantido votos, pesou drasticamente. A dificuldade de diálogo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que pautou projetos considerados “bombas” para o governo, também contribuiu para a crise.
Com a cadeira vaga, a bancada governista já discute a sucessão. A senadora Teresa Leitão (PT-PE) desponta como nome mais cotado, mas sua atual liderança do PT no Senado cria um impasse partidário.
A sucessão da liderança deve ser definida nos próximos dias.