A Justiça de Goiás condenou o médium João Teixeira de Faria, conhecido como João de Deus, e o Centro Espírita Dom Inácio de Loyola a pagar R$ 20 milhões.
O valor é referente a danos morais coletivos por abusos sexuais cometidos em Abadiânia (GO), entre a década de 1980 e 2018.
A decisão do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) determina que os R$ 20 milhões sejam depositados em conta judicial. Após o trânsito em julgado, o montante será direcionado a programas públicos de proteção e apoio a mulheres vítimas de violência sexual, com prioridade para Abadiânia.
Além do dano coletivo, a sentença prevê reparação individual para pessoas que comprovarem terem sofrido abusos durante os atendimentos no centro. Nesses casos, os valores serão analisados mediante apresentação de provas.
João de Deus responde por crimes como estupro de vulnerável e violação sexual. As acusações envolvem 67 vítimas identificadas, embora outros 121 casos tenham sido afetados pela prescrição ou decadência.
O médium foi preso em 2021, mas cumpre prisão domiciliar desde março de 2020, quando foi beneficiado por fazer parte do grupo de risco da Covid-19. Ele usa tornozeleira eletrônica e não pode frequentar o centro espírita.
A decisão cabe recurso, e o caso segue em acompanhamento pelas autoridades.