Um caso de estupro coletivo envolvendo uma adolescente de 17 anos em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, está gerando grande repercussão. Entre os quatro réus denunciados, está João Gabriel Xavier Bertho, um jovem de 19 anos que atua como atacante do Serrano Football Club. A situação se agravou após a denúncia formal à Polícia Civil, que agora busca informações para localizar os envolvidos. A gravidade do crime e a ligação do réu com um clube de futebol profissional levantam questões sobre a educação e a responsabilidade social no esporte.
Detalhes do caso
O crime ocorreu na noite do dia 31 de janeiro, quando a adolescente foi atraída para um encontro amoroso por um menor de idade, que seria seu ex-namorado. O encontro aconteceu em um apartamento na Rua Viveiros de Castro, onde, durante a relação, outros três homens invadiram o cômodo e perpetraram o ato criminoso. A Polícia Civil, após tomar conhecimento do fato, realizou investigações e obteve imagens de câmeras de segurança que registraram a entrada e saída dos jovens do local.
Repercussão e busca pelos réus
Após o crime, a adolescente procurou a 12ª DP (Copacabana) para registrar a ocorrência. O exame de corpo de delito revelou lesões físicas, como hematomas e ferimentos, corroborando a gravidade da situação. Diante das evidências, a Polícia Civil indiciou João Gabriel e os outros três réus – Bruno Felipe dos Santos Allegretti, Vitor Hugo Oliveira Simonin e Mattheus Verissimo Zoel Martins – pelo crime de estupro com concurso de pessoas. No dia 21 de abril, o Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou os homens à Justiça, que emitiu mandados de prisão preventiva.
Posicionamento do Serrano Football Club
Em resposta ao indiciamento de João Gabriel, o Serrano Football Club divulgou uma nota expressando sua preocupação com a gravidade da situação. O clube confirmou o afastamento do atleta e a suspensão de seu contrato, enfatizando que repudia qualquer forma de violência ou assédio. A instituição declarou que está acompanhando o desenrolar das investigações de perto, demonstrando uma postura de responsabilidade diante do incidente.
Defesa do atleta
A defesa de João Gabriel, representada pelo advogado Rafael De Piro, negou as acusações de estupro, alegando que existem evidências que contradizem a versão apresentada pela vítima. De acordo com o advogado, mensagens trocadas entre a adolescente e seu amigo, ambos com 17 anos, indicariam que a presença dos outros rapazes no apartamento foi consensual. A defesa argumenta que João Gabriel, que não possui histórico de violência, não teve a oportunidade de se manifestar formalmente sobre o caso.
Consequências e investigações
Enquanto as investigações continuam, os quatro homens são considerados foragidos da justiça. A operação denominada 'Não é Não', realizada no último sábado, visava a prisão dos réus, mas não obteve sucesso. O menor envolvido também está sob investigação, com sua identidade preservada, uma vez que a apuração de sua conduta será conduzida pela Vara da Infância e da Adolescência. O caso levanta questões sobre a proteção de jovens em situações vulneráveis e a necessidade de um ambiente seguro para todos.
Fonte: https://extra.globo.com