Uma brasileira que testemunhou o estrondo durante o roubo de joias na Galeria de Apolo, no Museu do Louvre, voltou ao local após a reabertura e encontrou a galeria ainda fechada ao público. Aline Lemos Ferreira, estudante de doutorado que está em Paris para pesquisa, capturou em vídeo o momento das fortes pancadas na janela, instantes antes do crime.
Após a reabertura do museu, Aline relatou que a Galeria de Apolo permanece inacessível, com as portas cobertas e um funcionário posicionado na entrada. Ela notou um aumento no número de funcionários, mas não percebeu outras mudanças significativas na segurança interna do museu, observando que algumas salas careciam de vigilância.
No dia do incidente, Aline fazia sua primeira visita ao Louvre. Ela filmava o teto da galeria quando o barulho chamou sua atenção e interrompeu a gravação. As imagens mostram o momento em que o alerta soou e os visitantes foram orientados a evacuar a sala.
“Eu estava bem próxima da janela no momento, quando começou um barulho de batidas bem alto. Nesse momento a funcionária da sala já alertou todos para saírem correndo”, relatou Aline. Ela explicou que, após as batidas, ouviu o som de uma motosserra e, em seguida, os funcionários trancaram o salão.
As autoridades francesas informaram que o roubo durou sete minutos e envolveu pelo menos quatro suspeitos. As peças foram levadas por ladrões encapuzados que usaram motosserras para quebrar as vitrines e fugiram de moto. A janela, segundo Aline, possuía uma proteção que impedia a visualização dos assaltantes.
Após o incidente, os visitantes foram evacuados e, depois de 20 minutos, puderam retornar ao museu. No entanto, uma nova evacuação foi realizada, levando ao fechamento definitivo do Louvre naquele dia.
Fonte: g1.globo.com