Macaé vibrou com a estreia do Jungle Fight 152 no último sábado (27), recebendo o maior evento de MMA da América Latina. O Ginásio Municipal Engenheiro Maurício Soares Bittencourt lotou para ver atletas de todo o país.
A noite de lutas consagrou o macaense Max Alves, que brilhou em casa e impulsionou o reconhecimento da cidade como polo esportivo e de grandes eventos.
Faixa-preta de jiu-jítsu e integrante da equipe do mestre Cláudio Joanino, Max Alves representou Macaé com maestria. Ele superou o baiano Aldo Pereira em um combate emocionante com peso combinado, sendo ovacionado pela torcida.
A vitória foi o ápice de uma preparação intensa, conciliando trabalho e treinos. "Não sabia que eu era tão querido", comemorou Max, visivelmente emocionado com o apoio do público local.
O Jungle Fight 152 teve transmissão nacional pelos canais SporTV e Combate, levando o nome de Macaé para todo o Brasil. O evento também teve caráter solidário, com ingresso mediante doação de alimentos não perecíveis.
A escolha de Macaé para sediar o evento reforça o investimento municipal no esporte. O presidente do Jungle Fight, Wallid Ismail, destacou que a cidade possui "a maior Bolsa Atleta do país", ressaltando a importância do auxílio financeiro mensal a atletas de alto rendimento.
O prefeito Welberth Rezende prestigiou a noite e afirmou que receber o evento é "motivo de grande orgulho". Para ele, a transmissão nacional projeta Macaé como referência em esporte, turismo e desenvolvimento, atraindo oportunidades e movimentando a economia.
César Maillet, Secretário Municipal de Esportes, reforçou que a visibilidade é resultado de um trabalho contínuo de incentivo. "Quando recebemos uma competição desse nível, fortalecemos a imagem da cidade e criamos novas oportunidades para o desenvolvimento esportivo local", disse.
Lutadores do card principal, como André Monstro, que defendeu seu cinturão, elogiaram a estrutura de Macaé. Ele frisou a importância desses eventos para incentivar crianças e jovens a ingressarem no esporte, valorizando o MMA como uma ferramenta de inclusão.
Jackson Naco complementou, desmistificando a ideia de que o MMA é violento. "Quem pratica sabe que é o contrário. Crianças aprendem disciplina, dedicação e respeito", disse, incentivando a entrada em qualquer modalidade esportiva.
A realização do Jungle Fight em Macaé consolida a cidade como um polo de grandes eventos e um exemplo no investimento esportivo nacional.