O município do Rio de Janeiro concentrou 70% de todos os tiroteios registrados na Região Metropolitana em junho. Um levantamento do Instituto Fogo Cruzado aponta que seis bairros da capital fluminense empataram na liderança de ocorrências.
Anil, Realengo, Santa Cruz, Vila Isabel, Botafogo e Brás de Pina foram os locais com maior número de confrontos, totalizando quase 20% dos 91 episódios mapeados na cidade no período.
Impacto da violência nas vítimas
Apesar do empate em quantidade de tiroteios, o impacto sobre as vítimas variou. No Anil, os três confrontos deixaram duas pessoas mortas. Realengo e Santa Cruz registraram uma morte e um ferido cada. Já Vila Isabel, Botafogo e Brás de Pina tiveram um ferido em cada bairro.
No total, o Grande Rio contabilizou 98 pessoas atingidas por armas de fogo em junho, sendo 59 mortes e 39 feridos. Houve uma queda de 32% no número de vítimas em comparação com junho do ano passado. Quatro vítimas foram atingidas por balas perdidas.
Operações policiais como principal causa
As operações policiais foram a principal causa dos tiroteios no mês, segundo o Fogo Cruzado. Dos 130 episódios mapeados na Região Metropolitana, 47 ocorreram durante ações de segurança, representando 36% do total.
Cerca de um terço dos tiroteios na região esteve associado à atuação policial, resultando em trinta pessoas baleadas. Apesar da redução geral de vítimas em relação a junho de 2023 (queda de 43%), a frequência das operações como causa da violência armada não diminuiu, conforme avalia o instituto.
O indicador do Fogo Cruzado mapeia ocorrências de tiroteios ou disparos, não o número exato de tiros. Os dados são divulgados mensalmente para monitorar a violência armada no Grande Rio.