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Justiça Bloqueia R$ 65 Milhões de Grupo Ligado a Cassino Online e Adilsinho

Polícia faz operação contra esquema montado por trás de cassino online, de jogos ilegais

A Justiça do Rio de Janeiro determinou o bloqueio de R$ 65 milhões de investigados em um esquema de cassino online ilegal, alvo da Operação Banca Suja da Polícia Civil. A investigação aponta que o grupo está ligado ao contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, e é suspeito de crimes como lavagem de dinheiro, estelionato e publicidade enganosa.

A empresa One Publicidade e Marketing Digital Ltda, que opera sob o nome Palpite na Rede, está no centro das investigações. Apesar de ter movimentado R$ 130 milhões nos últimos três anos, seu endereço cadastrado corresponde a uma lanchonete. Carolina Helena Miranda Moreira figura como proprietária, enquanto o contador Raphael Silva De Almeida é apontado como o administrador real. Em sua residência, a polícia apreendeu dinheiro em espécie, dólares, uma máquina de contar dinheiro, celulares e veículos. Investigações da Polícia Federal indicam que Raphael possui ligações com uma empresa fornecedora de insumos para a fabricação de cigarros ilegais, pertencente à organização de Adilsinho.

De acordo com a polícia, a Palpite na Rede realizava transferências suspeitas para empresas de pequeno porte sem lastro financeiro compatível, indicando uma estrutura de laranjas e empresas de fachada para lavagem de dinheiro. A empresa Atacadão de Ferro e Aço, por exemplo, recebeu R$ 700 mil da Palpite na Rede apenas em 2023. A proprietária, Larissa Freitas Cazan, é investigada por envolvimento na máfia do cigarro liderada por Adilsinho e teria movimentado R$ 38 milhões em seis meses.

A AGR Distribuidora de Bebidas, pertencente a Marcos Vinicius Miranda Moreira, irmão de Carolina, também está sob investigação. A empresa movimentou R$ 36 milhões em um ano e realizou transações com uma tabacaria em Duque de Caxias, cujas atividades bancárias são consideradas suspeitas de lavagem de dinheiro da máfia do cigarro. A AGR Distribuidora também transferiu valores para a Bettr Filters Filtros para Cigarro Ltda, que tem como sócia a Burj Administração de Imóveis, Investimentos e Participações Ltda. Esta última é administrada por Willian Barile Agati, investigado por ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

O delegado Vinícius Lima, da Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro (DCOC-LD), explicou que o sistema de cassino online ilegal era manipulado, eliminando as chances de vitória para os apostadores. “Aquele responsável pela plataforma manipula o jogo e a pessoa de boa-fé bota o seu dinheiro. Na verdade, aquele jogo que seria com uma chance pequena de ganhar, na verdade, é só perder,” afirmou o delegado.

Durante a operação, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão em locais como o Recreio dos Bandeirantes, Duque de Caxias e Belford Roxo. O ex-jogador Léo Moura também é investigado por atuar como garoto-propaganda da Palpite na Rede, divulgando links de cadastro para a plataforma. Em sua defesa, ele alegou ter sido contratado para um trabalho publicitário e negou envolvimento com o esquema.

As investigações também apontam para a ligação dos investigados com uma fábrica clandestina de cigarros desmantelada em 2022, onde trabalhadores foram encontrados em situação análoga à escravidão. Adilsinho nega qualquer envolvimento com os fatos.

Fonte: g1.globo.com

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