A Justiça do Rio paralisou as operações da distribuidora Terrana/Tobras nesta quinta-feira (9). A empresa é ligada a Mohamad Hussein Mourad, o "Primo", e Roberto Augusto Leme da Silva, o "Beto Louco".
Ambos são investigados por suposto envolvimento em um esquema bilionário do PCC. A decisão impede o principal braço empresarial da dupla de atuar no estado.
Os empresários são alvos de apuração por lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, adulteração de combustíveis e conexões com o crime organizado, conforme informações de Lauro Jardim, em "O Globo".
Eles foram centro da Operação Carbono Oculto, deflagrada em 2022 pelo Ministério Público de São Paulo, Receita Federal e Polícia Federal, que mirou as atividades ilícitas.
Com a cassação das inscrições estaduais de outras empresas do grupo em São Paulo, como Aster Distribuidora e Copape, a Terrana/Tobras se tornou o principal meio para os investigados manterem suas operações. Agora, no Rio de Janeiro, a Justiça bloqueia essa atuação.
A situação segue sendo monitorada pelas autoridades fluminenses.