O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, declarou que o país manterá e consolidará seu status como potência nuclear. A afirmação foi feita durante um discurso no Parlamento em Pyongyang, no dia 23 de outubro de 2023. Kim enfatizou que a condição de nação armada com armas nucleares é irreversível e que a Coreia do Norte continuará a se opor a forças que considera hostis, com uma postura firme em relação à Coreia do Sul.
A postura nuclear da Coreia do Norte
Durante o discurso, Kim Jong-un afirmou: "Seguiremos consolidando firmemente nosso status como Estado nuclear em um caminho irreversível, ao mesmo tempo em que intensificamos nossa luta contra forças hostis." Essa declaração reafirma o compromisso do regime com seu programa de armas nucleares, que é visto como essencial para a segurança nacional da Coreia do Norte.
Ameaças à Coreia do Sul
Kim também elevou o tom de suas críticas à Coreia do Sul, classificando o país vizinho como o Estado mais hostil. Ele advertiu que qualquer provocação por parte da Coreia do Sul será respondida com um 'preço implacável'. Essa retórica belicosa sugere um endurecimento da postura do regime em relação ao sul, especialmente em um contexto de tensões militares e políticas na região.
Planos econômicos e militares
Além das questões nucleares, Kim Jong-un apresentou um novo plano econômico de cinco anos, que visa promover o crescimento econômico paralelo à expansão do programa nuclear. A agência estatal KCNA reportou que o governo pretende reforçar sua capacidade de dissuasão enquanto investe na economia e melhora as condições de vida da população.
Orçamento militar
O orçamento de 2026 destinará 15,8% de seus recursos à defesa, refletindo a prioridade atribuída ao setor militar. Os investimentos têm como objetivo apoiar o avanço do programa nuclear, considerado 'autodefensivo' pelo regime. Essa decisão indica que, apesar das dificuldades econômicas enfrentadas pelo país, a defesa e o armamento continuarão sendo uma prioridade.
Mudanças no cenário nuclear global
O discurso de Kim Jong-un também ocorre em um momento de incerteza no cenário nuclear global. O fim do tratado New START entre Rússia e Estados Unidos, que limitava os arsenais nucleares das duas potências, pode impactar a dinâmica de segurança internacional. Com aproximadamente 90% das ogivas nucleares do mundo concentradas nesses dois países, a ausência de um acordo pode levar a uma corrida armamentista.
Outros países nucleares
Além de Rússia e Estados Unidos, outros sete países possuem arsenais nucleares. De acordo com o Instituto Internacional de Pesquisa da Paz de Estocolmo, o cenário atual, marcado pela falta de acordos limitadores, pode incentivar nações a buscarem acesso a armas nucleares, em resposta a uma crescente percepção de insegurança global.
Conclusões a partir das declarações de Kim
As declarações de Kim Jong-un e os planos delineados em seu discurso indicam uma continuidade da política nuclear da Coreia do Norte. O regime parece determinado a fortalecer sua posição no cenário internacional, mesmo diante de pressões externas e desafios econômicos internos. O aumento dos investimentos em defesa e a retórica agressiva em relação à Coreia do Sul reforçam a ideia de que a Coreia do Norte não tem intenção de recuar em sua busca por status e segurança através de armas nucleares.
Fonte: https://g1.globo.com