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Conmebol avalia parar Libertadores por Copa Feminina no Brasil

A Conmebol estuda a possibilidade de paralisar a Copa Libertadores e outros torneios masculinos em 2027, em uma decisão que afetaria o calendário do futebol sul-americano. A medida seria tomada para acomodar a Copa do Mundo Feminina, que o Brasil sediará pela primeira vez.

A competição feminina ocorrerá entre 24 de junho e 25 de julho de 2027, gerando um debate intenso sobre a compatibilização das agendas. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) já sinalizou que fará uma pausa em suas competições nacionais.

Segundo apuração do jornal Estadão, a Conmebol considera a interrupção “desejável”, mas ainda sem detalhes precisos sobre como isso será implementado. A Copa Feminina marca a estreia do torneio no país, que já sediou Mundiais masculinos em 1950 e 2014.

Enquanto a CBF já garantiu a paralisação do futebol masculino durante o período do Mundial, o tempo exato dessa pausa e quais divisões serão afetadas ainda não foram definidos. A expectativa é que essas informações sejam divulgadas nos próximos meses, junto com o calendário do próximo ano.

Um ponto crucial na discussão é a utilização dos estádios-sede, como o Maracanã, no Rio de Janeiro, palco cotado para a grande final. A FIFA exige um “Período de Proteção do Gramado” de 28 dias antes e 5 dias após a competição, o que impacta diretamente os clubes que utilizam essas arenas.

O consórcio Fla-Flu, administrador do Maracanã, questionou essa determinação da FIFA junto ao Governo do Estado do Rio de Janeiro. O Flamengo, por sua vez, aguarda o posicionamento definitivo das entidades e, por meio de seu presidente Luiz Eduardo Baptista, já expressou o entendimento de que o futebol masculino não deveria ser interrompido durante a Copa Feminina.

As oito cidades-sede, que incluem São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Fortaleza, Salvador, Porto Alegre e Recife, terão seus estádios adaptados para o evento. O debate sobre o calendário e a logística para o maior torneio de futebol feminino segue intenso nos bastidores das federações.

A situação continua sob análise, com definições importantes esperadas para os próximos meses sobre o futuro do calendário do futebol sul-americano.

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