A agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos, FDA, aprovou recentemente o Lipfendra, uma pílula desenvolvida pela Merck para reduzir os níveis de colesterol. Este é o primeiro medicamento em comprimido da classe dos inibidores de PCSK9 autorizado no país.
A novidade promete mudar o acesso ao tratamento do popularmente conhecido “colesterol ruim”, que antes dependia exclusivamente de injeções, beneficiando milhares de pacientes com alto risco cardiovascular.
O Lipfendra age bloqueando uma proteína chamada PCSK9, essencial para a remoção do colesterol LDL do sangue. Estudos conduzidos pela Merck indicam que a pílula é capaz de reduzir o LDL em até 60%, um resultado similar ao dos tratamentos injetáveis já existentes.
A aprovação foi concedida após testes com pacientes que apresentavam colesterol elevado, incluindo casos de hipercolesterolemia familiar, uma condição genética. Os estudos não registraram aumento significativo de efeitos adversos em comparação ao placebo.
Com previsão de chegar às farmácias americanas nas próximas semanas, o medicamento terá um preço de tabela mensal de US$ 315. Isso o torna mais acessível que os injetáveis concorrentes, que custam entre US$ 500 e US$ 600.
A Merck continua a pesquisar se o comprimido terá o mesmo impacto dos medicamentos injetáveis na redução de eventos como infartos, AVCs e mortes causadas por doenças cardiovasculares. O colesterol LDL elevado afeta cerca de um em cada quatro adultos nos EUA.