Samuel Morais da Hora, sócio de uma empresa de celulares no Rio, é suspeito de lavagem de dinheiro para facções criminosas, como o Terceiro Comando Puro (TCP).
A revelação veio da Operação Hawala, que apura como ele, declarando renda de R$ 4 mil, ostentava vida de luxo e viagens internacionais.
A SN Cell Peças, Acessórios e Equipamentos Ltda., empresa da qual Samuel é sócio, está localizada na região da Uruguaiana, no Centro do Rio. As investigações revelaram que o estabelecimento movimentou impressionantes R$ 14,8 milhões em apenas nove meses.
Segundo a Polícia Civil e o Ministério Público do Rio (MPRJ), esse valor seria proveniente de um complexo esquema de lavagem de dinheiro. Samuel Morais da Hora declarava uma renda mensal modesta de R$ 4 mil, mas sua vida nas redes sociais era marcada por ostentação e viagens internacionais.
A Operação Hawala, deflagrada em 15 de maio, desarticulou esse esquema criminoso que, no total, já movimentou pelo menos R$ 100 milhões do tráfico de drogas. Até o momento, a ação resultou na prisão de dez pessoas envolvidas.
O caso segue em apuração pelas autoridades.