Durante um encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Malásia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comunicou ter discutido a delicada situação da Venezuela.
Lula entregou a Trump um documento abordando diversos temas, como tarifas, tensões internacionais, a legislação brasileira e, de forma destacada, a crise venezuelana.
“Eu coloquei a questão da Venezuela para ele, dizendo que pelo noticiário estou vendo que as coisas estão se agravando. Expliquei que é extremamente importante levar em conta a experiência que o Brasil tem como maior país da América do Sul e economicamente mais relevante da região”, declarou Lula.
O presidente brasileiro relembrou que o Brasil já desempenhou um papel crucial na mediação de conflitos políticos na Venezuela. Ele mencionou a criação de um “grupo de amigos” em 2003, durante os primeiros dias de seu mandato, com o objetivo de fortalecer os processos democráticos no país vizinho. Essa iniciativa envolveu a participação de Estados Unidos, Espanha e outras nações da região.
“Escolhemos pessoas com respeitabilidade da oposição, para fortalecer a democracia. Acredito que é possível encontrar uma solução na Venezuela se houver disposição para negociação”, enfatizou Lula.
Segundo o presidente, o Brasil está empenhado em assegurar que a América do Sul permaneça como uma zona de paz, focando seus esforços no combate à pobreza e à fome, e buscando evitar a importação de conflitos externos para o continente. “Se precisar que o Brasil ajude, estamos à disposição”, assegurou.
Lula também expressou sua abertura para discutir uma ampla gama de temas em negociações internacionais, incluindo relações comerciais, minerais críticos, terras raras, etanol e açúcar.
O presidente sublinhou a importância de fortalecer os acordos entre o Mercosul e países como União Europeia, Indonésia e Malásia, destacando que a diplomacia brasileira visa gerar benefícios tanto no âmbito econômico quanto no democrático.
“Queremos ter uma belíssima relação com China, Estados Unidos e União Europeia. Nosso negócio é fazer negócio, e isso inclui apoiar a estabilidade democrática na América do Sul”, concluiu o presidente Lula.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br