Macaé sediou um importante encontro de conscientização sobre os 20 anos da Lei Maria da Penha na Cidade Universitária. O evento, parte do Agosto Lilás, reuniu recentemente universitários, especialistas e representantes do sistema de justiça.
A iniciativa visou ampliar o diálogo acadêmico e fortalecer a rede de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher, buscando formar uma sociedade mais consciente e preparada.
Promovido pelo programa “Direito do Futuro” da Universidade Federal Fluminense (UFF), o debate destacou a urgência de integrar a academia, o poder público e a sociedade. O objetivo é fortalecer a informação e os mecanismos de proteção para as mulheres na Região dos Lagos.
A mesa de abertura contou com a secretária de Políticas para as Mulheres de Macaé, Quelen Rezende, a presidente da OAB-Macaé, Ana Gleice, e as professoras da UFF Fernanda Andrade e Fabianne Manhães, coordenadoras de importantes projetos de extensão.
A universitária Ana Silva enfatizou a relevância de levar discussões como essa para o ambiente acadêmico. "Informação também é uma forma de prevenção. O conhecimento dos direitos pode fazer diferença na vida de uma mulher", afirmou.
A programação incluiu a participação do conselheiro da OAB Ralph de Andrade, da defensora pública Ana Clara Cardoso Correia e da coordenadora do Espaço Mulher Cidadã, Jane Roriz. Eles abordaram direitos, proteção, acesso à Justiça e a importância do acolhimento.
Os palestrantes reforçaram a necessidade de ampliar o conhecimento sobre os direitos das mulheres e fortalecer a rede de atendimento. Combater a violência exige informação, escuta qualificada, respeito e a participação ativa de toda a sociedade.
Jane Roriz ressaltou o papel do Espaço Mulher Cidadã em Macaé, que oferece cursos profissionalizantes, terapias e encaminhamento para vagas. "Nossa prioridade é que a mulher seja acolhida da melhor maneira, retome a autoestima e encontre orientação segura", explicou.
Para Jane, a conscientização é vital para que a sociedade reconheça diversas formas de violência e não normalize abusos. A rede de apoio conta ainda com o Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM), que garante acolhimento sigiloso e humanizado.
A pauta de conscientização sobre a Lei Maria da Penha segue sendo fundamental para Macaé e região.