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Madrasta é julgada por assassinato e filhos relatam crimes

Julgamento de Cíntia Mariano Dias Cabral (de branco) — Foto: Reprodução

O III Tribunal do Júri do Rio de Janeiro iniciou, nesta quarta-feira, o julgamento de Cintia Mariano Dias Cabral, acusada de matar sua enteada, Fernanda Cabral, e de tentar assassinar um enteado, Bruno Cabral. Durante a audiência, os filhos biológicos de Cintia relataram outros supostos crimes cometidos por ela, incluindo uma tentativa de envenenamento de um terceiro enteado. O caso ganhou notoriedade não apenas pela gravidade das acusações, mas também pelas revelações feitas pelos filhos, que trouxeram à tona episódios que datam de anos atrás, levantando questionamentos sobre o comportamento da acusada ao longo do tempo.

Acusações de homicídio

De acordo com a denúncia do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), no dia 15 de março de 2022, Cintia teria envenenado Fernanda, de 22 anos, ao colocar veneno em sua comida. A jovem apresentou sintomas de intoxicação logo após a refeição e foi hospitalizada, mas não sobreviveu, falecendo após 13 dias internada. Em maio do mesmo ano, Cintia teria repetido o ato ao preparar uma refeição contaminada para Bruno, que, por sua vez, sobreviveu ao envenenamento.

Revelações dos filhos

Durante o julgamento, Lucas Mariano Rodrigues e Carla Mariano Rodrigues, filhos biológicos de Cintia, trouxeram à tona outros episódios que, segundo eles, podem ser considerados tentativas de homicídio. Lucas recordou um incidente do passado, onde um enteado de Cintia, ainda criança, foi hospitalizado após ingerir um líquido de cheiro semelhante a querosene. O pai dos filhos de Cintia havia mencionado que a criança pode ter sido envenenada pela madrasta, levantando suspeitas sobre a conduta dela ao longo dos anos.

Confissão e tentativas de incriminar

Lucas também relatou que, em uma conversa, sua mãe confessou ter cometido os crimes contra Fernanda e Bruno. No entanto, ao chegar na delegacia, Cintia teria tentado incriminar Lucas, alegando que ele era responsável pelos crimes para evitar sua própria prisão. Essa dinâmica familiar tensa e o comportamento de Cintia levantam questões sobre o ambiente em que os filhos cresceram e como isso pode ter afetado suas percepções e relatos.

Caso de sequestro forjado

Outro relato impactante veio de Carla, que narrou um episódio em que Cintia a fez mentir sobre um suposto sequestro. Carla descreveu que, quando tinha apenas 12 anos, sua mãe a buscou após um roubo na casa do pai e a levou a um local perigoso. Cintia forçou a filha a contar ao pai que haviam sido sequestradas por bandidos. Essa manipulação emocional da mãe gerou uma série de conflitos internos em Carla, que se sentiu pressionada a mentir, retendo a verdade por anos.

Implicações do julgamento

O julgamento de Cintia Mariano Dias Cabral não apenas examina os crimes graves que ela é acusada de cometer, mas também abre um debate sobre a dinâmica familiar e o impacto psicológico que atos de violência podem ter sobre as vítimas e testemunhas. A revelação de múltiplos supostos crimes por parte dos filhos destaca a complexidade da situação e a necessidade de uma investigação minuciosa sobre o histórico familiar e os possíveis traumas que possam ter influenciado os comportamentos de todos os envolvidos. O desfecho deste caso poderá impactar não apenas a vida de Cintia, mas também a de seus filhos, que agora enfrentam a dura realidade de suas experiências e o peso de suas declarações.

Fonte: https://extra.globo.com

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