O governo venezuelano ordenou a ativação de todos os Comandos de Defesa Integral, uma estrutura que engloba instituições públicas, a Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) e o chamado Poder Popular. A medida foi anunciada em um momento de crescente tensão no Caribe, coincidindo com a chegada do porta-aviões americano USS Gerald R. Ford à área sob jurisdição do Comando Sul dos Estados Unidos.
Segundo o governo, a ação visa fortalecer a defesa e a coesão das forças venezuelanas diante de possíveis conflitos. A decisão é baseada na Lei do Comando para a Defesa Integral da Nação, promulgada recentemente no Palácio de Miraflores, com a presença do presidente da Assembleia Nacional.
Durante a cerimônia de promulgação, o líder venezuelano declarou que, se necessário, a Venezuela está disposta a “ir à luta armada para defender a herança dos libertadores”, intensificando a retórica de resistência contra os Estados Unidos, que conduzem operações antinarcóticos na região.
A nova lei, composta por 22 artigos, estabelece a estrutura organizacional dos Comandos de Defesa Integral, subordinados ao Comando Estratégico Operacional da FANB (Ceofanb). O texto regulamenta a formação militar dos membros, a nomeação de um coordenador-geral e atribuições relacionadas tanto à defesa nacional quanto à manutenção de serviços públicos e atividades produtivas, expandindo o controle do governo sobre a sociedade civil.
O ministro da Defesa reforçou o decreto, criticando as operações dos EUA no Caribe e acusando as forças americanas de agirem como “mercenários para assassinar pessoas indefesas”. Ele também informou que a FANB está realizando manobras e exercícios de defesa em todo o país, preparando-se “contra ameaças externas”.
Com este decreto, o governo reforça uma postura nacionalista, consolidando o poder militar sob seu comando e intensificando o discurso de confronto com os Estados Unidos.
Fonte: gazetabrasil.com.br