Em um evento público em Caracas, Nicolás Maduro surpreendeu ao cantar um trecho de “Imagine”, de John Lennon, enquanto comentava sobre as tensões com os Estados Unidos. O líder venezuelano usou a canção para pedir paz ao presidente Donald Trump, em meio ao aumento da presença militar americana no Caribe, uma operação contra o narcotráfico, da qual Maduro é acusado de liderar o chamado Cartel de los Soles.
Maduro e figuras importantes do chavismo têm se mostrado em público cercados por civis, após o lançamento da operação “Lança do Sul” pelos EUA, que visa combater o narcotráfico na América Latina. Essa iniciativa se soma à presença militar que os EUA mantêm no Caribe há três meses, intensificando a tensão diplomática.
No evento, Maduro reforçou sua posição diante da pressão internacional, utilizando “Imagine” como símbolo de sua mensagem de repúdio às ações americanas e seu pedido por entendimento. A operação “Lança do Sul” é vista pelo regime venezuelano como uma ameaça à sua soberania.
Acompanhado de sua esposa, Cilia Flores, Maduro liderou um evento de juramento de novos grupos da militância chavista em Caracas. Atividades semelhantes ocorreram em outras cidades, lideradas por figuras como Delcy Rodríguez, vice-presidente e ministra de Hidrocarbonetos. Diosdado Cabello, ministro do Interior, também participou de eventos e marchas.
Cabello, também secretário-geral do PSUV, afirmou que mais de 4,5 milhões de pessoas se mobilizaram. Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional, e Héctor Rodríguez, ministro da Educação, também participaram de eventos em diferentes estados.
Anteriormente, Maduro fez um apelo direto ao povo dos Estados Unidos para que se oponha ao que chamou de “a mão enlouquecida de quem ordena bombardear”, referindo-se ao movimento militar no Caribe. O governo Trump insiste que as operações são parte do combate ao narcotráfico.
Diante de juristas em Caracas, Maduro pediu que a população dos EUA tenha um papel decisivo para impedir o que poderia ser uma tragédia no continente. Ele fez um apelo indireto ao governo Trump, pedindo que os EUA não entrem em conflito armado.
Durante o evento em Caracas, após cantar “Imagine”, Maduro acusou o governo Donald Trump de planejar “bombardear e invadir” a Venezuela, e pediu aos seus apoiadores que se comprometessem com a defesa do país. Ele declarou o dia 15 de novembro como “histórico”, afirmando que o povo está pronto para defender o país.
Maduro informou que já foram formados 235 mil Comitês Bolivarianos de Base Integral (CBBI) em todo o país. O governo afirma que esses comitês, formados por militantes, existem em cada rua e são responsáveis por elaborar uma agenda de preparação para a defesa. O governo também pediu apoio para a consolidação dos conselhos comunitários.
Fonte: gazetabrasil.com.br