Um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL), Kim Kataguiri, revelou uma transformação ideológica significativa no grupo, notório por sua atuação nas manifestações pelo impeachment de Dilma Rousseff e pela defesa do liberalismo econômico há uma década.
O atual deputado federal, filiado ao União Brasil, prepara o lançamento oficial de um novo partido com o objetivo de disputar a Presidência em 2026. Em entrevista, ele reavalia as prioridades políticas do grupo e critica o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Kataguiri sinaliza uma mudança em relação ao liberalismo puro. Questionado sobre privatizações, adota uma postura pragmática: “aquilo que é público e funciona bem, não precisa ser privatizado”. O deputado ressalta a importância de um programa popular robusto para seu futuro político e defende uma nova abordagem para a administração pública, na qual uma boa gestão “não exclui a atuação da iniciativa privada quando esta é eficaz”.
Sobre suas ambições, Kataguiri considera concorrer ao governo de São Paulo ou tentar um terceiro mandato no Congresso. “Estou na política para cumprir uma missão”, afirma.
Quanto ao ex-presidente Jair Bolsonaro, o deputado descarta qualquer possibilidade de apoio futuro, preferindo anular seu voto caso esse seja o cenário eleitoral. Kataguiri criticou a família Bolsonaro, classificando-a como um “projeto hegemônico de poder” sem preocupação com o país. Acusou Bolsonaro de quebrar a promessa de combater a corrupção ao proteger o filho de uma investigação.
“Vendeu o país inteiro em troca dessa blindagem”, declarou Kataguiri, apontando falhas da gestão Bolsonaro em áreas como saúde, educação e no combate efetivo à corrupção.
Fonte: gazetabrasil.com.br