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MEC pesquisa impacto da restrição de celular nas escolas

© Tomaz Silva/Agência Brasil

No dia 13 de janeiro de 2026, completa-se um ano da vigência da Lei nº 15.100/2025, que restringiu o uso de celulares nas escolas brasileiras. A legislação foi criada com a intenção de reduzir distrações no ambiente escolar, priorizar a participação dos alunos em atividades pedagógicas e coibir o uso inadequado de dispositivos eletrônicos. Para entender melhor os efeitos dessa medida, o Ministério da Educação (MEC) planeja realizar uma pesquisa nacional no primeiro semestre de 2026, com o objetivo de analisar como a norma está sendo implementada nos diferentes sistemas de ensino e quais impactos ela tem gerado no cotidiano escolar.

Objetivos da pesquisa do MEC

A pesquisa do MEC busca avaliar a adesão à nova legislação e seus efeitos no ambiente escolar. O ministério pretende compreender se a restrição tem conseguido efetivamente diminuir as distrações e melhorar a concentração dos alunos durante as aulas. Além disso, a pesquisa irá coletar dados sobre como a norma tem sido recebida por alunos, professores e pais, e quais têm sido as mudanças observadas no comportamento dos estudantes.

Resultados preliminares

Dados preliminares já indicam que a restrição tem gerado resultados positivos. O uso de internet por adolescentes nas escolas caiu de 51% para 37%, e 80% dos alunos afirmam que prestam mais atenção nas aulas desde a proibição do uso de celulares. O ministro da Educação, Camilo Santana, elogiou a medida, destacando que a redução do uso de dispositivos eletrônicos tem contribuído para um ambiente escolar mais focado e produtivo.

Mudanças no comportamento dos alunos

Alunos como Nicolas Lima, de 15 anos, relataram uma adaptação inicial difícil, mas que se transformou em uma experiência positiva. Nicolas percebeu que, sem o celular, conseguiu fazer novas amizades e melhorar sua concentração durante as aulas. Ele mencionou que, mesmo sem o uso do celular, as interações no intervalo se tornaram mais significativas, com jogos de tabuleiro e conversas cara a cara substituindo a comunicação digital.

Depoimentos de pais e educadores

A mãe de Nicolas, Cibele Lima, também compartilhou sua perspectiva sobre a mudança. Apesar da dificuldade inicial em se acostumar com a restrição, ela observou que o filho se tornou mais sociável e menos dependente das telas. Cibele ressaltou que a experiência foi transformadora, permitindo que os filhos formassem novas amizades e se desenvolvessem socialmente. Educadores também notaram uma mudança positiva no comportamento dos alunos, que se tornaram mais participativos e focados nas atividades.

O papel do celular na educação

Especialistas em educação e psicologia destacam que, embora o celular possa ser uma fonte de distração, ele também pode funcionar como uma ferramenta educativa poderosa quando usado de maneira adequada. A psicóloga Karen Scavacini enfatizou que o dispositivo pode promover a produção de conteúdo e o desenvolvimento do pensamento crítico, desde que utilizado de forma responsável. Ela sugere que é essencial ensinar os alunos a avaliar informações e a usar as redes sociais de maneira ética.

Iniciativas do MEC para apoio à legislação

Para facilitar a implementação da Lei nº 15.100/2025, o MEC desenvolveu uma série de ferramentas, incluindo guias práticos e planos de aula. Além disso, foram criados materiais de apoio voltados à conscientização sobre o uso responsável de celulares nas escolas. Essas iniciativas visam não apenas garantir a eficácia da lei, mas também promover uma cultura de responsabilidade digital entre os estudantes.

Com um ano de vigência da restrição ao uso de celulares nas escolas, a pesquisa do MEC poderá trazer dados valiosos sobre os impactos da medida na educação brasileira, ajudando a moldar futuras políticas educacionais e práticas pedagógicas.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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