O Ministério Público de São Paulo e a Receita Federal deflagraram nesta quinta-feira (24) a terceira fase da Operação Carbono Oculto. A ação acontece em sete estados, incluindo o Rio de Janeiro, e mira um esquema de lavagem de dinheiro no setor de combustíveis.
Mandados de busca e apreensão foram cumpridos contra Humberto Arthur Tupinambá Neto, ex-executivo do Banco Genial, seus irmãos e um empresário que já teria feito delação premiada com a Procuradoria-Geral da República.
A investigação aponta que o grupo teria montado uma estrutura complexa para controlar a Tobras Distribuidora de Combustíveis, conhecida como Terrana. A suspeita é de ocultação de patrimônio via fundos de investimento e empresas de fachada, com a movimentação de mais de R$ 120 milhões em recursos considerados atípicos.
O Banco Genial, em nota, informou que Humberto Tupinambá Neto não integra a diretoria da instituição desde maio de 2026. A Genial alegou ter fornecido todas as informações sobre as operações ao Gaeco-SP, feito comunicações ao Coaf e adotado medidas de governança e controle após tomar conhecimento dos fatos.
O caso segue sob investigação das autoridades competentes.