Um menino de oito anos e sua família foram hostilizados e precisaram de escolta policial em São Paulo, após o garoto receber a camisa do atacante Neymar, do Santos, em partida recente.
O incidente ocorreu na Neo Química Arena, em Itaquera, e levanta sério debate sobre a intolerância e a perda de humanidade em parte das torcidas de futebol no Brasil.
A criança, que apesar de ser torcedora do Corinthians, expressava admiração por Neymar, o que motivou o jogador a dar-lhe sua camisa. No entanto, a atitude gerou uma reação agressiva de outros torcedores corintianos presentes no estádio.
A família foi cercada e hostilizada, sendo obrigada a deixar o estádio sob proteção policial para garantir sua segurança. O episódio expõe a fragilidade do respeito à individualidade e à paixão infantil dentro do ambiente esportivo.
Comparado ao passado, onde gestos de respeito entre torcidas e ídolos eram comuns, como a homenagem do Remo a Pelé em 1965, a cena atual revela um preocupante cenário de intolerância. O caso gerou grande repercussão nacional e continua a provocar reflexão sobre a paixão e os limites da rivalidade no futebol brasileiro.