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Menino é resgatado após 8 horas à deriva no mar do RJ

G1

O resgate de um menino de 10 anos, chamado Miguel Torquato do Nascimento, que ficou à deriva por oito horas no mar da Região dos Lagos, no Rio de Janeiro, gerou comoção e alívio na comunidade local. O episódio ocorreu quando Miguel, que estava de férias com a família em São Pedro da Aldeia, decidiu passear de caiaque na Praia do Sudoeste. Após um descuido, ele se afastou da costa e passou horas sozinho em alto-mar, até ser finalmente localizado por equipes de resgate. Em entrevista, ele descreveu o momento de tensão e a sensação de alívio ao ser encontrado pelos bombeiros.

Momentos de tensão no mar

Miguel contou sobre a experiência angustiante que viveu enquanto estava à deriva. Ele lembrou que, apesar do medo e do desespero, tentou manter a calma. 'Eu fiquei calmo, mas pensei que ninguém ia conseguir me ajudar', relatou. A criança estava em um caiaque e perdeu a direção, o que a levou a se distanciar da segurança da praia. A busca por Miguel mobilizou diversas forças de resgate, incluindo o Corpo de Bombeiros e a Marinha, além de pescadores e moradores que se uniram para encontrá-lo.

Estratégia de sobrevivência

Durante as horas em que ficou à deriva, Miguel revelou que sua principal estratégia foi manter a calma. Embora tenha sentido medo e chorado, ele se esforçou para não se mover muito, aguardando ajuda. 'Eu chorei, fiquei assustado. Mas, depois, eu fui ficando calmo. Aí eu fiquei parado, quase não me mexendo em nada', explicou. Essa atitude foi fundamental para sua sobrevivência até que a equipe de resgate o localizasse.

A busca e o resgate

As operações de resgate começaram assim que a família de Miguel percebeu que ele havia desaparecido. O pai, Marcelo Ferreira do Nascimento, descreveu o desespero da família ao perceber que o menino não havia retornado. 'Era uma brincadeira, eles não chegaram nem em alto-mar. Eles estavam na beira da praia, mas, no fim da tarde, venta muito. Ele, com 10 anos, não percebeu e, quando começaram a sair, já estavam distantes', relatou. A busca durou várias horas, e ao todo, 25 bombeiros participaram das operações até que Miguel fosse encontrado em Pontal da Alcaíra, a cerca de 10 quilômetros de onde ele havia se afastado.

O reencontro com a segurança

Quando Miguel finalmente foi localizado, ele estava visivelmente aliviado. Os bombeiros que realizaram o resgate relataram que ele parecia tranquilo, apesar de ter passado horas em uma situação tão estressante. Ao chegar à areia, Miguel ficou confuso sobre como voltar para casa, mas logo avistou um jet ski, que o ajudou a encontrar o caminho de volta. 'Quando eu cheguei na areia, queria achar a saída. Mas não tinha saída, nem de um lado e nem de outro', contou. A criança foi rapidamente levada ao pronto-socorro, onde passou por exames médicos, mas não precisou ser internada.

Reflexões sobre a experiência

O episódio deixou uma marca na vida de Miguel e de sua família. Após o susto, ele se recupera em casa, cercado pelo apoio dos parentes. O pai expressou gratidão por ter seu filho de volta e destacou a importância de se ter cuidado ao brincar em áreas próximas ao mar. Miguel, por sua vez, aprendeu sobre os riscos do mar e o valor da calma em situações de emergência. O caso também serve como um alerta para outras famílias sobre a vigilância necessária em ambientes aquáticos.

Fonte: https://g1.globo.com

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