A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), responsável por suspender regras do debate presidencial da Globo, declarou voto em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2022.
A revelação, feita em vídeo viral que circula nas redes sociais, gera debate sobre a imparcialidade da magistrada após sua polêmica decisão que impactou o debate da emissora.
A decisão de Estela Aranha, em 1º de outubro de 2026, impediu a Globo de exibir o púlpito vazio do então presidente e de permitir perguntas diretas ao candidato ausente. A emissora, alegando “insegurança jurídica”, cancelou o evento.
Em 2022, a ministra justificou seu voto em Lula como essencial para "estancar o autoritarismo" e "defender a democracia no país", especialmente para a classe dos advogados.
Estela Aranha tem fortes ligações com o governo. Foi secretária de Direitos Digitais no Ministério da Justiça na gestão de Flávio Dino e assessora da Presidência no governo Lula, que a indicou ao TSE em agosto passado.
Na liminar, a ministra alegou que permitir perguntas a um candidato ausente, sem chance de réplica, geraria "desequilíbrio". Ela reforçou que a participação em debates é facultativa e não deve ter consequências coercitivas.
A questão da imparcialidade da ministra e a repercussão do caso continuam em discussão.