O Ministério Público do Rio (MPRJ) denunciou à Justiça o traficante Marcinho VP, o rapper Oruam e sua mãe, Márcia Gama Nepomuceno, por organização criminosa e lavagem de dinheiro. Outros nove envolvidos também são alvos das acusações.
A ação judicial surge após a Polícia Civil cumprir mandados de prisão e busca e apreensão na última quarta-feira (29), revelando a complexidade do esquema. Oruam está foragido desde fevereiro, e Márcia obteve habeas corpus em abril.
Segundo o MPRJ, Márcia Gama Nepomuceno é apontada como a gestora financeira de uma rede criminosa que opera em favelas controladas pelo Comando Vermelho (CV). As investigações indicam que, mesmo detido há mais de duas décadas, Marcinho VP continua influenciando recursos e estratégias da facção de dentro da prisão.
A denúncia detalha ainda o envolvimento de outros traficantes notórios do CV, como Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca; Wilton Carlos Rabello Quintanilha, o Abelha; e Luciano Martiniano, o Pezão. Para ocultar os bens ilícitos, Márcia teria adquirido e administrado uma série de estabelecimentos comerciais, imóveis e até fazendas.
O rapper Oruam seria um beneficiário direto do esquema. Ele é acusado de receber valores indevidos e de usar sua carreira musical para dar uma aparência de legalidade a esses recursos. O MP aponta que ele teria recebido dinheiro de traficantes como Doca e Pezão para custear despesas pessoais, viagens, festas e investimentos diversos, mascarando a origem criminosa dos fundos.
A Justiça do Rio de Janeiro agora analisa a denúncia apresentada pelo Ministério Público contra os envolvidos.