Ministério Público Federal investiga denúncia de passageiro sobre abordagem racista e truculenta em segurança do Santos Dumont.
O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um procedimento para investigar uma denúncia de racismo e abordagem truculenta no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. A ação ocorre após o relato de um passageiro que se sentiu discriminado.
O passageiro relatou ter sido removido da fila de acesso aos portões de embarque de forma intimidatória antes mesmo da inspeção. Segundo sua declaração, ele era a única pessoa negra naquele espaço, o que gerou a suspeita de tratamento diferenciado.
Ele afirmou que não houve recusa em seguir as normas da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) ou qualquer motivo para a conduta dos agentes. Pedidos de revista em sala reservada e acompanhamento de policial federal foram negados pelos seguranças privados.
Conforme a denúncia, a postura dos funcionários só mudou quando o passageiro se identificou profissionalmente como servidor público, evidenciando, para ele, um possível desvio de conduta.
Diante da gravidade, o procurador regional adjunto dos Direitos do Cidadão oficiou a Polícia Federal (PF), que supervisiona os agentes de proteção. A PF tem dez dias para detalhar os protocolos de abordagem.
A corporação deve enviar filmagens das câmeras de segurança e informar medidas para prevenir tratamentos discriminatórios. Precisa também relatar as providências tomadas na apuração deste caso.
O MPF encaminhou o episódio para análise em sua área criminal. O caso segue em apuração.