Na França, o ar-condicionado virou pivô de uma intensa briga política neste ano, após ondas de calor recordes elevarem as temperaturas no país.
A direita defende instalação massiva em escolas e hospitais, enquanto a esquerda preza por soluções sustentáveis, mas começa a ceder à realidade climática.
Historicamente, a França via o ar-condicionado com cautela, priorizando isolamento e ventilação. Contudo, junho de 2023 foi o mais quente da história, com graves impactos, incluindo excesso de mortes entre idosos.
Diante do cenário, o Rassemblement National (RN), partido de Marine Le Pen, propôs um "grande plano de climatização" para prédios públicos e residências.
A esquerda, como La France insoumise (LFI), critica a climatização generalizada. Eles defendem renovação térmica e proteção solar, mas já admitem a necessidade do aparelho em escolas e hospitais.
A polêmica reflete uma mudança de valores. A compra ou não do aparelho se tornou uma declaração política, mas o calor extremo força uma possível convergência ideológica.
A situação segue sendo monitorada, com o debate sobre soluções climáticas cada vez mais urgente na França.