A OTAN iniciou a análise da decisão dos Estados Unidos de retirar 5 mil soldados de suas bases na Alemanha, conforme revelado pelo Pentágono no sábado (2). A medida eleva a pressão para que os países europeus assumam maior responsabilidade por sua segurança.
Em resposta ao movimento americano, a porta-voz da aliança militar, Allison Hart, destacou a urgência para a Europa investir mais em defesa, assumindo uma parte maior da segurança coletiva. O anúncio afeta um dos maiores contingentes dos EUA no continente.
A retirada gradual dos soldados, prevista para ocorrer em até 12 meses, não é uma surpresa. O ministro alemão da Defesa, Boris Pistorius, afirmou que a saída já era previsível, reforçando o coro de que os europeus precisam se responsabilizar mais.
Nos últimos anos, o ex-presidente Donald Trump tem criticado os aliados europeus, alegando que os EUA arcam com a maior parte dos custos de defesa. A OTAN, contudo, ressaltou progressos, como o compromisso de aliados em investir 5% do PIB em defesa, acordado em cúpula recente.
A situação segue sendo monitorada de perto pela aliança e seus membros.