A OTAN realizou uma impressionante operação militar no Atlântico Norte, com comandos britânicos simulando um ataque surpresa após emergir de um submarino alemão em Cabo Wrath, na Escócia.
O exercício, parte do Strike Warrior, mobilizou mais de 2 mil efetivos de seis países, testando a capacidade aliada de resposta a crises na região.
A ação parecia tirada de um filme de Hollywood. Militares, conhecidos como Boinas Verdes, utilizaram o submarino para se aproximar da costa sem serem detectados. É a primeira vez desde a campanha do Afeganistão que todos os componentes de elite do Reino Unido atuam juntos.
O treinamento, chamado Strike Warrior, envolveu forças do Reino Unido, Países Baixos, Canadá, Alemanha, Noruega e Estados Unidos. A manobra se concentrou nas Ilhas Ocidentais e no Mar do Norte, ensaiando a resposta da OTAN a ameaças no Alto Norte.
Um dos pontos altos foi a participação da 148ª Bateria de Observação Avançada de Comandos. Eles se aproximaram da costa em botes infláveis, montaram um posto de observação em penhascos e guiaram o navio português NRP Dom Francisco de Almeida para disparar contra alvos simulados.
Essa sequência combinou capacidades submarinas, movimentos anfíbios e apoio de artilharia naval. O objetivo: comprovar a coordenação entre diferentes nações e ramos militares. Um oficial da bateria afirmou que esse nível de complexidade e coordenação não era alcançado em quase 30 anos. O exercício reforça a preparação da OTAN para futuros cenários.
Fonte: https://gazetabrasil.com.br